Parceria com Alcolumbre e Motta tem cheiro de desespero de Lula
Lula já tentou de tudo para deslanchar nas pesquisas. Por enquanto, tudo não quis nada com ele. Embora continue numericamente à frente, sente o hálito de Flávio Bolsonaro na nuca. Ainda acredita que a fé na reeleição pode remover montanhas. Mas decidiu empurrar enquanto reza. Há um certo desespero na parceria de Lula com os presidentes do Senado e da Câmara.
Até outro dia, Davi Alcolumbre e Hugo Motta eram chamados nas redes sociais petistas de "inimigos do povo". Nesta quarta-feira, almoçaram com Lula no Alvorada. Depois, anunciaram o destravamento da pauta eleitoral do anfitrião no Congresso. Será aprovada na semana que vem a MP que extinguiu a taxa das blusinhas. E deve avançar a proposta que cria a escala de trabalho 5 X 2.
Noutros tempos, a parceria seria vista como sinal de força de Lula. Hoje, é apenas um penúltimo esforço para abrir frestas para boas notícias num noticiário monopolizado pelas traficâncias de Lulinha. Depois de desembrulhar bondades eleitorais estimadas em cerca de R$ 200 bilhões, Lula recorre até a aliados da onça para lidar com a montanha que o separa do quarto mandato. Alcolumbre e Motta cobrarão o seu preço.
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