Lula aumenta votação em bairros-chave e vira resultado na cidade do Rio
O presidente Lula (PT) ampliou sua votação em bairros-chave para conseguir virar no segundo turno no Rio de Janeiro, após ter perdido na primeira rodada da eleição na cidade para Flávio Bolsonaro (PL).
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Lula obteve 51,54% dos votos na cidade no segundo turno, e Flávio, 48,46%. No primeiro turno, Flávio teve 48% dos votos, e Lula, 44%.
Lula e Flávio venceram nas mesmas zonas que haviam vencido no último dia 4. Mas, dessa vez, o petista ampliou sua votação em áreas do Centro e das zonas norte e sul nas quais havia ganhado.
Nove zonas eleitorais deram a Lula mais de 60% dos votos. Foram elas: 4ª (Jardim Botânico), 7ª (Tijuca), 16ª (Laranjeiras), 161ª (Olaria), 169ª (Saúde), 170ª (Maracanã), 204ª (Saúde), 211ª (Jardim Botânico) e 22ª (Maracanã).
No primeiro turno, Lula havia obtido mais de 60% dos votos apenas em Laranjeiras. Na segunda etapa, o petista bateu 70% de apoio na região, sua melhor marca na cidade.
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Nas outras oito zonas, o candidato à reeleição havia registrado entre 53% e 59% dos votos no primeiro turno. Os pontos percentuais ganhos nesses locais na segunda etapa foram decisivos para que Lula vencesse na cidade, com 1,9 milhão de votos, contra 1,8 milhão de Flávio.
O petista tinha recebido 1,5 milhão de votos na cidade no primeiro turno, contra 1,7 milhão do senador.
Veja como foi a variação da votação de Lula nas nove zonas eleitorais:
Enquanto o Jardim Botânico é uma das áreas mais nobres da cidade, Tijuca, Maracanã e Laranjeiras são bairros de classe média —segmento que, no Rio, é composto por grande número de funcionários públicos. Uma das promessas de campanha de Flávio era o corte de gastos públicos, apelidado de tesouraço .
Já a Saúde, onde Lula foi de 53% para 61%, é uma área mais pobre, na parte central, que abriga favelas como o Morro da Providência.
A região de Olaria, em que lula saltou de 54% para 62%, fica próxima dos complexos da Penha e do Alemão. Os conjuntos de favelas foram palco da Operação Contenção, ação policial que terminou com 122 mortos em outubro do ano passado .
Em 2022, Lula usou um boné com a inscrição CPX, numa alusão ao Complexo do Alemão. À época, falsos rumores associaram a imagem do então candidato com o assessório a uma suposta relação com o crime organizado, que não existe .
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