Parlamentares de Brasil, EUA e mais 11 países condenam ataques a barcos na América Latina
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A deputada do Partido Democrata Alexandria Ocasio-Cortez, conhecida como AOC, juntou-se a mais de 70 parlamentares americanos e de outros 12 países das Américas para um abaixo-assinado que condena os ataques dos Estados Unidos contra embarcações no Caribe e no Pacífico e classifica as mortes provocadas pelas operações como "execuções extrajudiciais".
Duas deputadas brasileiras —Luciene Cavalcante (PSOL-SP) e Ana Pimentel (PT-MG)— integram o grupo que assina a declaração conjunta e pede ao governo americano que encerre "imediata e permanentemente" os ataques . A plataforma Airwar monitora os ataques desde o setembro do ano passado e contabiliza que 234 pessoas foram mortas em 67 ataques que já atingiram 71 barcos na região.
O grupo também cobra que outros países da região não contribuam para as operações por meio do compartilhamento de informações de inteligência, da cessão de bases e instalações militares, de apoio logístico ou de outras formas de cooperação.
Além de AOC, entre os signatários americanos mais conhecidos estão o as deputadas democratas Pramila Jayapal, Ilhan Omar e Rashida Tlaib, integrantes da ala mais progressista do partido. Também assinam o documento os deputados Ro Khanna, Greg Casar, Jonathan Jackson, Nydia Velázquez, Jesús "Chuy" García, Delia Ramirez, Summer Lee, Hank Johnson e Jan Schakowsky.
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A lista reúne representantes de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Paraguai, Peru e Uruguai, além de Porto Rico.
Segundo os signatários, não há evidências de que os alvos atingidos pelos EUA representassem uma ameaça iminente que justificasse o emprego de força letal. O texto diz ainda que as operações colocam em risco comunidades costeiras e pesqueiras e violam direitos fundamentais.
O grupo também contesta a eficácia da ofensiva no combate ao narcotráfico e manifesta preocupação com a possibilidade de a campanha ser ampliada para alvos em terra. O governo Trump já indicou que pretende dar continuidade às operações e expandi-las.
Os legisladores afirmam que o combate ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional exige cooperação internacional, mas dizem que essa atuação deve respeitar o direito internacional, os direitos humanos e a soberania de cada país.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.