Haddad cita perfil do eleitor ao falar sobre derrotas em SP: 'Defendo projetos, não conto vitórias'
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, em sabatina na rádio CBN.
Maria Isabel Oliveira/O Globo/Divulgação O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), minimizou nesta quarta-feira (19) as três derrotas eleitorais seguidas que teve nos últimos anos, quando disputou a reeleição de prefeito da capital, a Presidência da República e o governo paulista, sem conseguir vencer seus adversários.
“Não faço conta pelo número de vitórias.
Eu faço a conta sobre qual o projeto que eu represento e que estou defendendo em São Paulo.
Se eu sou o petista destacado pelo partido, pelo presidente, para defender as nossas bandeiras aqui, mesmo sabendo do perfil médio do eleitor, não me sinto sacrificado por isso”, afirmou.
Durante a sabatina promovida pela rádio CBN e os jornais O Globo e Valor, o petista afirmou que defende um campo político que tem idéias modernas para o futuro e que, não se sente obrigado pelo PT a entrar nas disputas.
"Eu estou defendendo um projeto.
Se esse projeto não foi escolhido nas urnas, não significa que ele está errado, porque ele pode ganhar em outro momento.
Então, prefiro estar com as pessoas certas, mesmo que já foram derrotadas.
Ciro Gomes já foi derrotado quantas vezes? Marina já foi derrotada quantas vezes? O Serra, o Lula? O Lula foi derrotado quantas vezes antes de assumir a Presidência? Quatro vezes, uma vez para governador, três para presidente”, disse.
Haddad afirmou que topou ser novamente candidato ao governo de SP, pela 2ª vez enfrentando Tarcísio de Freitas (Republicanos), para defender as mudanças no Brasil promovidas pelo presidente Lula – candidato à reeleição presidencial em outubro – e expor os problemas do estado.
Privatizações em SP Na sabatina, o petista disse, ainda, que é a favor de concessões de setores não estratégicos em São Paulo, como rodovias e transportes, mas que setores essenciais como gás, água e energia, por exemplo, essas ações "precisam ser mais bem feita ou revistas".
Haddad afirmou, contudo, que reestatizar a Sabesp - que foi recentemente privatizada pelo governo Tarcísio e é motivo de críticas por parte da população - é "muito difícil" e um "imbróglio jurídico medonho".
“Já vi pesquisa que 54, 55% dos paulistas são a favor da reestatização da Sabesp.
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