Empresário vira réu por lesão corporal e ameaça após agredir a esposa; Justiça concede medida protetiva à vítima
Empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, foi preso por agredir e ameaçar a esposa, Giulia Melo Falcão Vel Kos.
Reprodução/Redes sociais O empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, virou réu na terça-feira (18) por lesão corporal e ameaça, após ser preso por agredir a esposa, a cirurgiã-dentista Giulia Falcão.
O caso ocorreu no último sábado (15), em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo.
A Justiça de São Paulo também negou o pedido da defesa para converter a prisão preventiva do empresário em domiciliar.
Ivo está preso no Centro de Detenção Provisória I de Pinheiros, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
A juíza Carla Balestreri ainda concedeu medidas protetivas de urgência à vítima e determinou a restituição de bens pessoais e do veículo de propriedade dela.
Ivo não poderá manter contato com Giulia por qualquer meio, seja eletrônico, pessoalmente ou por terceiros.
A decisão também estabeleceu distância mínima de 300 metros da vítima, de sua residência, local de trabalho e familiares. 'Dessa vez, ele tentou me matar', disse ex-mulher de Ivo Kos O laudo de exame de corpo de delito, segundo a decisão, apontou lesões de natureza leve, entre elas edemas e equimoses no rosto, na região dos olhos e do nariz, além de ferimento na mão direita.
De acordo com o Ministério Público, os episódios de violência não foram isolados.
A vítima relatou um histórico de agressões, ameaças de morte, controle, perseguição e episódios de enforcamento, sufocamento e estrangulamento.
Para a promotora de Justiça Fabíola Sucasas, o conjunto dos elementos indica uma escalada de violência.
Segundo ela, isso justifica a manutenção da prisão preventiva para preservar a integridade física e psicológica da mulher e prevenir novas agressões.
Procurado, o advogado Davi Gebara, que representa o empresário, afirmou que o caso está sob segredo de justiça e, por isso, não comentará detalhes do processo.
"O representante legal também lamenta que pessoas sem qualquer vínculo com os fatos investigados sejam citadas publicamente, como os familiares do acusado, expondo terceiros que não integram o processo.
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