Justiça proíbe vídeos de Elmano em instalações da Segurança Pública e concede direito de resposta a Ciro por outra propaganda
Elmano de Freitas e Ciro Gomes, candidatos ao Governo do Ceará em 2026 Thiago Gadelha/SVM e TV Verdes Mares O candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) obteve duas decisões judiciais contra o atual governador e candidato à reeleição Elmano de Freitas (PT).
Em uma delas, Elmano ficou proibido de utilizar instalações da segurança pública ligadas ao Governo do Estado na sua propaganda eleitoral.
Na outra ação, Ciro ganhou direito de resposta por outra propaganda do candidato do PT, que faz comparações entre o tucano e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O g1 entrou em contato com a campanha de Elmano de Freitas para saber se o candidato quer se posicionar sobre as decisões e se pretende apresentar recurso contras as decisões, mas ainda não houve resposta.
Se houver manifestação da coligação, a matéria será atualizada.
Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp As duas ações ocorreram no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) e atenderam pedidos da Coligação “Unir para Mudar”, de Ciro, contra a Coligação “Ceará Forte, do Lado Certo”, de Elmano.
Propaganda em instalações de segurança A Justiça Eleitoral determinou a suspensão da veiculação de propaganda eleitoral de Elmano de Freitas que utilizou imagens de estruturas e equipamentos da segurança pública do Estado.
A propaganda foi exibida no horário eleitoral gratuito de televisão no dia 31 de agosto.
Segundo a representação da coligação de Ciro Gomes, o material mostrava Elmano em instalações da segurança pública, ao lado de policiais e agentes em serviço, além de armamentos, operações, treinamentos, sistemas de videomonitoramento, drones, viaturas e outros equipamentos oficiais.
Na decisão, publicada na sexta-feira (4), o desembargador eleitoral e juiz auxiliar das Eleições, Francisco Luís Rios Alves, considerou que a condição de Elmano como governador teria sido determinante para o acesso às estruturas retratadas na propaganda.
Para o magistrado, a utilização da estrutura estatal, com interação direta do candidato com agentes públicos em serviço, poderia comprometer a igualdade de oportunidades entre os concorrentes.
Com a medida, Elmano fica proibido de promover nova veiculação, reprodução ou divulgação da propaganda, inclusive nas redes sociais, enquanto as imagens questionadas não forem retiradas.
As emissoras de rádio e televisão também foram comunicadas para não voltarem a exibir o material.
Além disso, foi estabelecida multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Ceará.