Novo filme de terror coreano impressiona com caos e violência; saiba mais
A Coréia do Sul é notória por ser um país cujo cinema de terror e ficção científica prima por uma abordagem que une um espetáculo visual catártico e caótico a um frenesi advindo do comportamento de pessoas comuns diante de uma situação absurda e brutalmente violenta em sua sanguinolência.
São longas que, mesmo trazendo roteiros tensos, acaba encontrando em suas entrelinhas válvulas de escape através do humor que surge de risos entre dentes trincados.
Apresentando em sua filmografia diversas obras que convidam seu espectador para adentrar em algo para além de um raso entretenimento plástico, o país do K-pop tem em seu histórico exemplos clássicos de referência para o gênero do horror.Nessa reflexão, torna-se impossível não citar obras como Tudo em Família (1998), dirigido por Kim Jee-woon, e que já trazia pessoas diante de situações brutais, mas que o roteiro encontrava suas brechas para presentear seu público com a acidez de um humor destrutivo.
Na mesma linha, Eu vi o Diabo (2010), filme do mesmo Kim Jee-woon, também primava por esses aspectos de ultrapassar limites de violência diante de uma situação absurda.Hope: O Primeiro Impacto, novo filme de Na Hong-jin, diretor do impactante O Lamento (2016), apesar de se valer dessa proposta de choque visual, bebe em uma fonte diferente por mesclar esses mesmos limites da brutalidade visual com a ficção científica espacial.
Mas a ideia de localizar tais absurdos através de um prisma fantástico que envolve seres de outros planetas não é exclusivo aqui.
Foto: Divulgação Ecos de BongAo falar de Hope e de sua ideia de focar em monstros, é impossível não lembrar de O Hospedeiro, filme sul coreano de 2006 no qual Bong Joon Ho, cineasta por trás do premiado Parasita (2019), mergulhou nessa ideia de elevar potencialmente um encontro imediato de terceiro grau a algo para além da curiosidade pacífica de se ver diante de uma inteligência alienígena.Sua criatura não vinha do espaço, mas, sim, do fundo do poluído rio Han, em Seul, mas poderia muito bem vir de outra galáxia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.