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Taxas do Tesouro Direto recuam em bloco com apostas em cortes na Selic e eleições; onde investir?

Valor Investe ·
Taxas do Tesouro Direto recuam em bloco com apostas em cortes na Selic e eleições; onde investir?

As taxas dos títulos do Tesouro Direto recuam em todos os vencimentos nesta quarta-feira (2) em meio a um ajuste de expectativas com relação à taxa básica de juros, a Selic.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, com desaceleração, em especial no consumo das famílias e de serviços.

Logo em seguida, os contratos de opção de Copom negociados na B3 reforçaram a probabilidade de dois cortes na Selic este ano, e não apenas um.

Com isso, a taxa iria para 13,5% ao ano até o final de 2026.

As probabilidades de corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em 4 de novembro subiram de 50% para 59%.

Já as chances de manutenção eram de 38%, e passaram a ser negociada a 31%.

O cenário eleitoral mais acirrado também contribui para o desempenho do mercado de juros local, em contraste com os juros globais, que observam alta acentuada desde ontem.

A nova pesquisa Quaest mostrou um eventual segundo turno mais apertado, no cenário no qual disputariam o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na última pesquisa, de 13 de agosto, as intenções de voto eram de 43% para Lula e de 40% para Flávio no cenário de segundo turno.

Hoje, as intenções foram para 42% para Lula e 41% para Flávio.

O candidato Augusto Cury emergiu como possível terceira via, com 10% das intenções de voto no primeiro turno, ante 2% na pesquisa anterior.

A avaliação de parte do mercado, desde o início do ano, é que há uma assimetria entre o cenário de manutenção do governo e de alternância.

As ações e o mercado de juros já estariam desvalorizados a tal ponto que haveria pouco espaço para recuo, em caso de vitória do presidente Lula.

A vitória de outra candidatura, porém, teria o "benefício da dúvida" quanto à condução da política fiscal e motivaria um rali nos ativos brasileiros, com forte fluxo estrangeiro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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