Caso Bruno e Dom: Justiça Federal de Tabatinga defende que julgamento de mandante das mortes seja transferido para Manaus
"Colômbia" suspeito de mandar matar Bruno e Dom.
Rede Amazônica.
A Justiça Federal de Tabatinga se manifestou favorável ao pedido de transferência do julgamento de Ruben Dario da Silva Villar, o "Colômbia", do município de Tabatinga para Manaus.
Ele é acusado de envolvimento nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, no Vale do Javari, no Amazonas.
O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e assinado nesta terça-feira (18).
Bruno e Dom desapareceram em 2022, quando faziam uma expedição na terra indígena Vale do Javari, que engloba os municípios de Guajará e Atalaia do Norte.
Eles foram vistos pela última vez em 5 de junho daquele ano.
Dias depois os corpos do jornalista e indigenista foram encontrados.
Com essa decisão, o pedido será encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que é o órgão competente para analisar e decidir se o julgamento deixará Tabatinga para ser feito na capital amazonense. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Entre os argumentos considerados na decisão está o risco à segurança dos participantes do julgamento, a possibilidade de influência sobre os jurados e as características da região onde o crime ocorreu.
Caso Bruno e Dom: 'Colômbia' será julgado por júri popular A decisão destaca que Tabatinga é um município localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru e possui histórico de violência e altos índices de criminalidade.
Segundo a juíza federal Cristina Lazzari Souza, que assinou o documento, também existe uma tensão local relacionada à disputa entre indígenas e pescadores pela exploração dos recursos naturais da Terra Indígena Vale do Javari.
A juíza citou ainda os indícios de influência de Ruben Villar na região.
Segundo testemunhas mencionadas no processo, ele seria conhecido como o "grande patrão" da região e teria fornecido ou financiado barcos, motores e munições para ribeirinhos em troca de exclusividade na compra de pescado proveniente do interior da Terra Indígena Vale do Javari.
Para a magistrada, esse contexto pode gerar temor entre moradores que eventualmente sejam convocados para atuar como jurados.
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