Quem ganhou e quem perdeu o primeiro debate presidencial, segundo cientista político
A ausência de Romeu Zema no primeiro debate presidencial representou uma oportunidade perdida para um candidato que ainda precisa ampliar sua exposição, enquanto Renan Santos seguiu a estratégia oposta e transformou o confronto em uma vitrine para produzir conteúdo destinado às redes sociais.
A avaliação é do cientista político Elias Tavares, que analisou no Ponto de Vista , apresentado por Laísa Dall’Agnol, quem ganhou e quem perdeu com o encontro (este texto é um resumo do vídeo acima) .
Ao introduzir o assunto, Laísa destacou as ausências de Lula , Flávio Bolsonaro e Zema.
A apresentadora ponderou que, no caso dos dois primeiros, a posição de destaque na disputa pode tornar a participação em debates mais arriscada.
A situação de Zema, porém, seria diferente: com 2% a 3% nas pesquisas citadas no programa, ele teria necessidade maior de aproveitar o espaço para se apresentar ao eleitorado.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Tavares concordou com essa avaliação.
“Eu acho que o Zema perdeu porque ele precisava estar ali”, afirmou.
Para o cientista político, Lula e Flávio têm uma “justificativa estratégica” para a ausência porque possuem “muito mais a perder do que a ganhar”.
Zema, ao contrário, ainda precisa aumentar seu grau de conhecimento entre os eleitores.
“Ele precisa aparecer.
Ele precisa se apresentar.
Ele precisa mostrar quem ele é para o eleitor”, disse.
Continua após a publicidade Por que a ausência pode custar mais caro a Zema? Na avaliação de Tavares, deixar de participar de um debate representa não apenas a perda de uma oportunidade de exposição.
A repetição dessa estratégia pode produzir uma imagem negativa para um candidato que precisa justamente ampliar sua presença na campanha.
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