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Falas de Lula já não atenuam dano político do caso Lulinha

UOL Notícias ·
Falas de Lula já não atenuam dano político do caso Lulinha

A entrada da corrupção na agenda do eleitor levou Lula a recuperar, em 2026, um arsenal da sucessão passada. Em agosto de 2022, Lula admitiu numa sabatina do Jornal Nacional que houve malfeitos na Petrobras: "Você não pode dizer que não houve corrupção se as pessoas confessaram", disse. Nesta semana, às voltas com sua sétima campanha presidencial, Lula retorna ao horário nobre da Globo com o espinho da ética novamente espetado no pé.

Há quatro anos, Lula driblou uma pergunta de William Bonner sobre seus planos para evitar a corrupção num terceiro mandato. A estratégia foi rememorar os mecanismos de controle criados em seus governos anteriores. Agora, utiliza tática semelhante para lidar com os inquéritos que investigam a suspeita de que Lulinha traficou influência no governo.

Neste domingo, Lula sabotou o debate presidencial da Band com uma entrevista à TV Record. Foi questionado sobre medidas anticorrupção. Respondeu que a "corrupção é uma coisa quase incontrolável". E se vangloriou: Temos "uma capacidade de investigação como jamais tivemos nesse país". Enalteceu a autonomia da Polícia Federal. Repetiu que ninguém está "acima da lei" — nem nem o filho nem o ex-chefe de gabinete Marcola.

As falas de Lula já não atenuam o dano político causado pelo caso Lulinha. Escassearam nas redes petistas as referências ao bordão "Bolsomaster", referência jocosa aos milhões que o Bolsonarinho mordeu de Daniel Vorcaro. Mas o primogênito do capitão preso age como se nada tivesse sido descoberto sobre ele. Não hesita em explorar o drama alheio. E Lula, não podendo levar a mão ao fogo pelo filho ou pelo ex-chefe de gabinete, administra os vazamentos.

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