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Lula pode sofrer com alta dos combustíveis às vésperas da eleição

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Lula pode sofrer com alta dos combustíveis às vésperas da eleição

Lula pode ganhar um problema particularmente incômodo na reta final da campanha: uma nova pressão sobre os preços dos combustíveis.

A medida provisória criada para amortecer no mercado doméstico a disparada do petróleo provocada pela crise no Oriente Médio perde validade em 9 de setembro, apenas 25 dias antes do primeiro turno.

E o cenário externo voltou a piorar.

O petróleo Brent chegou nesta quinta-feira a 97,29 dólares por barril, o maior nível em seis semanas, depois de quatro sessões consecutivas de alta.

A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e o temor de restrições à passagem de navios pelo Estreito de Hormuz voltaram a empurrar a commodity para perto dos 100 dólares.

O plano B do governo passa pela Petrobras.

A expectativa em Brasília é que a estatal absorva ao menos parte da pressão e evite um repasse imediato às refinarias, usando sua política comercial para suavizar movimentos de curto prazo do petróleo e do câmbio.

É uma saída politicamente conveniente a poucas semanas das urnas, mas que já começa a ser testada.

Os números da Abicom mostram o tamanho do problema.

Nos principais polos do país, o diesel está 80% abaixo do preço de paridade de importação, uma diferença de 2,68 reais por litro.

A gasolina aparece 35% abaixo, ou 90 centavos por litro.

Continua após a publicidade Nos polos da própria Petrobras, a distância é ainda maior: 91% no diesel, equivalente a 2,99 reais por litro, e 40% na gasolina, ou 1,03 real por litro.

Ou seja, antes mesmo do fim do subsídio, a estatal já opera com uma diferença expressiva em relação à referência internacional.

Se o petróleo continuar pressionado e a MP perder validade, essa distância tende a aumentar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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