Caminhoneiro pode responder por homicídio doloso após queda de passarela
O Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) pediu que o caminhoneiro Deyvidson Temudo de Oliveira, investigado pela queda de uma passarela na Rodovia Fernão Dias, em Vargem, no interior de São Paulo , passe a responder por homicídio doloso , na modalidade conhecida como dolo eventual.
Para o órgão, o motorista teria assumido o risco de provocar o acidente ao trafegar com uma carga acima das dimensões autorizadas e realizar uma ultrapassagem próximo à estrutura .
O acidente aconteceu na manhã de 18 de agosto e matou Douglas Soares Quaresma, de 40 anos, e Rosângela Carlos Soares Chaves, de 63, que eram mãe e filho e estavam em um VW Virtus que seguia pela rodovia.
Uma terceira pessoa ficou ferida.
A manifestação do MPSP foi apresentada nessa quinta-feira (27/8), durante a investigação do caso.
O órgão também se posicionou contra o pedido de liberdade feito pela defesa e pediu que o caso seja encaminhado à Vara do Júri de Bragança Paulista .
Entenda o caso A passarela do km 5 da Rodovia Fernão Dias, em Vargem, desabou na manhã de 18 de agosto, depois de ser atingida por um caminhão.
Deyvidson Temudo de Oliveira, de 42 anos, dirigia um caminhão que transportava, em uma prancha, outro veículo de grande porte usado em atividades de mineração.
A carga havia saído de Santos com destino a Minas Gerais.
Durante o trajeto, o conjunto atingiu a estrutura central da passarela.
Com o impacto, a estrutura caiu sobre a pista e atingiu um VW Virtus que seguia no sentido contrário.
Douglas Soares Quaresma, de 40 anos, e Rosângela Carlos Soares Chaves, de 63, estavam no carro e morreram.
Os dois eram mãe e filho e moravam em Belo Horizonte (MG).
Um caminhão da empresa Hortifruti Minas também se envolveu no acidente.
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