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Árvore brasileira plantada no Havaí há 200 anos está sendo combatida com drones e insetos

Banda B ·
Árvore brasileira plantada no Havaí há 200 anos está sendo combatida com drones e insetos

A árvore brasileira, conhecida como araçá vermelho ou goiaba-morango, foi plantada no Havaí no início do século 19 como fonte de alimento. Mas, dois séculos depois, se tornou uma das principais ameaças à biodiversidade do arquipélago.

A espécie hoje compete com a vegetação nativa e virou alvo de pesquisas que buscam formas mais eficientes de controlá-la, inclusive com o uso de drones.

A árvore, com nome científico de Psidium cattleianum, foi levada ao Havaí em 1825 pelas autoridades do estado para ajudar a alimentar a população local.

Originária do Brasil, a planta se adaptou ao clima quente e úmido da região e se espalhou sem controle, formando florestas densas que sufocam o crescimento de espécies nativas e transformam a paisagem dos locais atingidos.

O caso ilustra um problema recorrente, quando uma espécie é levada para fora de seu ambiente original sem cuidados adequados, ela pode se tornar invasora com o tempo.

Como solução, pesquisadores passaram a usar outro organismo originário do Brasil, para frear o avanço da árvore, o Tectococcus ovatus, um inseto que se alimenta exclusivamente do araçá vermelho.

O inseto foi liberado no Havaí a partir de 2012. Ele provoca pequenas deformações nas folhas da planta, enfraquecendo seu desenvolvimento sem afetar outras espécies vegetais da região.

A grande novidade do projeto está na forma como o inseto passou a ser levado até as árvores infestadas. Em vez de soltar o Tectococcus ovatus solto no ar, os pesquisadores usam folhas do próprio araçá já contaminadas com o inseto, ou seja, folhas onde as galhas (pequenas deformações que abrigam o inseto) já se formaram.

Essas folhas são carregadas pelos drones e derrubadas diretamente sobre a copa das árvores-alvo, permitindo que o inseto migre para as folhas novas e comece a colonizar a planta.

Uma pesquisa publicada no Journal of Economic Entomology comparou esse método aéreo com a técnica manual. O resultado mostrou ganhos expressivos: o tempo necessário para tratar cada árvore caiu de cerca de 12 minutos para menos de 3 minutos, uma redução de 77%. A taxa de sucesso na colonização do inseto também aumentou de 38% para 63% um ano depois da aplicação, além de facilitar o acesso a áreas de mata mais isoladas.

Com base nesses resultados, a equipe responsável desenvolveu drones com maior capacidade de distribuição e deu à iniciativa o nome de Kūhualūlū. O objetivo é ampliar o controle da espécie invasora em regiões de difícil acesso e preservar os ecossistemas nativos do Havaí, ainda ameaçados pela expansão da árvore trazida do Brasil há quase 200 anos.

Os cientistas acreditam que essa tecnologia pode servir de modelo para outros programas de controle biológico ao redor do mundo, tornando o processo mais barato e mais rápido em florestas remotas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.

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