Ano eleitoral muda jogo e desafia investidores
O cenário eleitoral tende a aumentar a cautela dos investidores e trazer mais volatilidade .
Em períodos de maior incerteza política, investidores estrangeiros e grandes gestores podem reduzir posições em mercados considerados mais arriscados enquanto aguardam maior clareza sobre os rumos da economia.
Para Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, a cautela não significa necessariamente que as empresas ou a economia estejam apresentando uma piora.
“O investidor não gosta de incerteza.
Ele antecipa e precifica esse risco.
Em uma situação como essa, muitas vezes não tenta apostar: tira o dinheiro, espera a incerteza passar e depois volta com os recursos”, diz.
Essa movimentação também pode acontecer entre diferentes mercados emergentes .
Em vez de retirar completamente os recursos dessa categoria, o investidor pode transferir o capital para países que, naquele momento, apresentam menos riscos.
“Dentro da categoria de mercados emergentes, o investidor possui vários países para escolher.
Muitas vezes, ele prefere sair de um mercado mais instável e colocar o dinheiro em outro que, naquele momento, não esteja passando por uma eleição.
Depois, faz a rotação de capital, tirando recursos de um país e colocando em outro”, explica Pascowitch.
Porém, a maior volatilidade não precisa ser encarada apenas como um risco.
Para investidores com horizonte de longo prazo, períodos de queda podem abrir espaço para encontrar empresas negociadas abaixo do que seus fundamentos indicariam.
Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, destaca que existem diferentes perfis de investidores diante de uma queda da bolsa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.