Preço do trigo sobe em Chicago impulsionado por riscos no Mar Negro
Na Bolsa de Chicago, nesta quinta-feira (20), o contrato futuro do trigo para setembro fechou o dia cotado a US$ 6,82 por bushel, com avanço de 0,36%.
No trigo, a alta dos contratos futuros é influenciada principalmente pelos riscos sobre os embarques do Mar Negro em meio à continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia.
Os embarques dos portos ucranianos e russos no Mar Negro estão praticamente paralisados, assim como os fluxos pelo Mar de Azov e pelo rio Danúbio.
O ministro da Agricultura da Ucrânia, Taras Vysotskyi, afirmou que o país deverá exportar aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de produtos agrícolas em agosto, número bem abaixo da projeção inicial de 5 milhões de toneladas.
Leia Mais Milho sobe quase 2% em Chicago com tensão no Mar Negro e estoques menores Trigo recua 2% na Bolsa de Chicago com o avanço da safra nos EUA Trigo sobe em Chicago com tensões geopolíticas e baixa oferta no Brasil O IGC (Conselho Internacional de Grãos) reduziu sua estimativa para a produção global de trigo na safra 2026/27, de 821 milhões para 817 milhões de toneladas.
O volume representa queda de 3,20% ante os 844 milhões de toneladas do ciclo anterior.
Segundo o IGC, as exportações marítimas da Rússia e da Ucrânia estão praticamente paralisadas em razão dos riscos de segurança.
A entidade estima que os embarques desde a escalada das hostilidades, em meados de julho, estejam cerca de 4 milhões de toneladas abaixo do normal.
Apesar dos impactos ainda relativamente limitados sobre o mercado, o IGC avalia que a trajetória dos preços dependerá principalmente da duração e da intensidade das interrupções nos embarques.
Soja O contrato de soja também para setembro recuou 0,12%, e fechou cotado a US$ 12,20 por bushel.
Segundo a Granar SA, os preços são sustentados pela valorização do petróleo e pelos resultados preliminares da expedição ProFarmer 2026, que apontam condições inferiores às observadas no ano passado em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos.
As expectativas de novas compras da China também influenciam as cotações.
No Brasil, a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) elevou para 25,3 milhões de toneladas a estimativa para as exportações de farelo de soja na safra 2025/26, cerca de 400 mil toneladas acima da projeção anterior.
O volume representa alta de 8,7% ante a temporada passada.
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