Biometano e ferrovia reduzem emissões no transporte de açúcar
Uma nova rota logística busca reduzir as emissões no transporte de açúcar entre Minas Gerais e o Porto de Santos, no litoral paulista.
Trata-se de um projeto que reúne a Bioenergética Aroeira, a Gasgrid/ZEG Biogás, a Aguetoni Transportes e a VLI Logística e combina biometano, transporte rodoviário e ferrovia focado nas exportações do produto.
A operação começa nas fazendas e nas unidades produtoras de açúcar em Minas Gerais.
No trecho rodoviário, os caminhões são abastecidos com biometano produzido a partir de resíduos da indústria sucroenergética .
A carga segue até o Terminal Integrador de Uberaba, administrado pela VLI.
A partir de Uberaba, o açúcar é transportado pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) até o Porto de Santos, de onde segue para exportação.
A proposta é reduzir a pegada de carbono da operação ao substituir o diesel por um combustível renovável no transporte rodoviário e utilizar a ferrovia no trecho de longa distância.
A operação está em fase piloto e prevê uma movimentação de aproximadamente 12 mil toneladas de açúcar por mês , com possibilidade de expansão ao longo do segundo semestre.
Para 2027, a expectativa dos parceiros é alcançar cerca de 200 mil toneladas de açúcar transportadas pela rota .
De acordo com Eduardo Fioreze, gerente comercial da Bioenergética Aroeira, o diferencial desta iniciativa está no aproveitamento de resíduos gerados pela própria cadeia sucroenergética para a produção do biometano utilizado no transporte da carga.
Resíduos da cana viram combustível O biometano utilizado na operação é produzido a partir de resíduos da produção sucroenergética.
O material passa por processos de biodigestão e purificação até se transformar em combustível renovável para os caminhões.
Dessa forma, resíduos que seriam descartados ou teriam menor valor econômico passam a ser utilizados na própria cadeia produtiva.
O modelo cria um ciclo que conecta a produção de açúcar, a geração de energia renovável e o transporte da carga.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.