Procurado por tráfico teve olho colado e foi espancado até a morte
Marcelo Juan Ortiz Moura, de 26 anos, sequestrado por um grupo de homens armados, na madrugada de segunda-feira (19), e encontrado morto na manhã de hoje na linha internacional, recebeu golpes no rosto e na cabeça.
Ele também apresentava sinais de tortura.
O médico legista Lucas Riveros examinou o corpo e disse que a morte ocorreu provavelmente na madrugada desta terça-feira, o que levanta a hipótese de que Marcelo foi torturado por 24 horas e, após, o óbito, jogado em uma estrada de terra na Colônia Portera Ortiz, na região norte de Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã.
Procurado desde 2023 pela Justiça de Mato Grosso do Sul por tráfico de drogas, Marcelo era paraguaio, mas também tinha documento brasileiro em nome de Marcelo Ruan Lazaro Ortiz.
Segundo o jornal ABC Color, ele era apontado como chefe de pistoleiros e suspeito de ser autor de vários homicídios em Ponta Porã.
O médico legista do Ministério Público do Paraguai informou que o corpo não apresentava marcas de golpes de faca ou tiros e que a causa da morte foram os ferimentos na cabeça e no rosto.
Marcelo também teve um dos olhos tapado com cola.
Companheira executada Marcelo foi sequestrado por volta das 4h de segunda-feira (19) por 10 homens armados com fuzis que chegaram à residência onde ele estava, na Rua Valois Rivarola, no Bairro Obrero, em Pedro Juan Caballero.
Câmeras de segurança registraram a chegada do grupo em duas SUVs da Toyota.
Uma era branca e a outra cinza.
Os criminosos usavam roupas táticas pretas e estavam fortemente armados.
Parte dos homens permaneceu na rua, enquanto os demais forçaram o portão da garagem e invadiram a casa.
Marcelo foi retirado do imóvel e colocado à força em um dos veículos.
A atual companheira dele, a brasileira Carolina Benites Arce, de 27 anos, foi levada para a frente da casa, derrubada na calçada por um dos criminosos e executada com 5 tiros de fuzil calibre 7,62.
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