Dólar sobe e fecha a R$ 5,02 após Quaest mostrar Flávio Bolsonaro mais perto de Lula
O dólar interrompeu a sequência de três perdas consecutivas e terminou o pregão em alta com o acirramento de Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa à Presidência em segundo turno.
Nesta quarta-feira (21), o dólar encerrou R$ 5,0279 no mercado à vista, com alta de 0,18%.
O movimento local destoou do desempenho do dólar global.
Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY , indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra , operava com baixa de 0,02%, aos 101.687 pontos, em meio ao alívio dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, de longo prazo.
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O que movimentou o dólar hoje? As pesquisas eleitorais concentraram, mais uma vez, as atenções dos investidores e ditaram as movimentações do câmbio a quatro dias das eleições presidenciais em segundo turno.
Pela manhã, a segunda pesquisa Quaest após o primeiro turno mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% e Lula com 44% das intenções de voto.
O cenário é de empate técnico , se considerada a margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
Vale lembrar que Flávio é o candidato mais alinhado às expectativas do mercado devido à possibilidade de ajuste fiscal e, consequentemente, corte mais agressivo da Selic.
O senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro encerrou o primeiro turno à frente do presidente Lula, com uma vantagem de 2,2 milhões de votos.
Outro destaque da pesquisa foi a rejeição: Flávio saiu de 54% para 52%, enquanto o incumbente caiu de 53% para 47%.
“A incerteza eleitoral, com a disputa bastante acirrada entre Flávio e Lula, elevou a busca por proteção no câmbio”, avalia Emerson Junior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos.
Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, destaca que o ambiente externo amenizou a pressão, mas o câmbio segue “sensível ao noticiário eleitoral”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.