STF inicia julgamento com Moraes e Mendonça lado a lado
Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes sentaram-se lado a lado no início do julgamento desta 3ª feira (15.set.2026), que analisa a validade do relatório da Polícia Federal.
Na noite de 2ª feira (14.set.2026), Moraes apresentou sua defesa por escrito e afirmou que a decisão de Mendonça tem motivação político-eleitoral e se trata de uma vingança de um grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
É a 1ª vez que o plenário do STF analisa se abrirá ou não uma investigação para apurar a conduta de um ministro.
A sessão será pública, com transmissão ao vivo pela TV Justiça .
Em nota, o STF esclareceu que o rito do julgamento seguirá a tradição do Tribunal.
Inicialmente, o presidente do Supremo, ministro Luiz Edson Fachin, na condição de relator do procedimento, lerá o relatório, com um resumo do que está sendo julgado.
Depois, será dada a palavra ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que se manifeste sobre o caso.
O Poder360 apurou que Gonet participará da sessão e reafirmará o pedido para declarar a nulidade do relatório da PF, em favor de Moraes.
Lida a manifestação da PGR , o presidente do STF iniciará seu voto analisando questões preliminares e processuais, como a validade das investigações e a regularidade dos atos de Mendonça, então relator do caso.
Caberá ao plenário do STF analisar se valida ou não as questões preliminares.
É possível que algum ministro peça vista, o que prorroga a conclusão do processo por até 90 dias.
Mesmo com pedido de vista, os ministros poderão antecipar sua posição.
Finalizada a análise das preliminares, o julgamento seguirá para o mérito.
Os ministros analisarão se o relatório da PF tem bases suficientes para determinar o prosseguimento ou não das investigações.
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