Armas para Taiwan podem ser moeda de troca no encontro entre Xi e Trump
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Para o líder chinês, Xi Jinping , um objetivo importante de seu encontro com o presidente Donald Trump pode ser convencê-lo a continuar adiando os US$ 14 bilhões (R$ 72 bilhões) em vendas de armas dos Estados Unidos a Taiwan que estão em análise.
Há muito tempo, a China reivindica como seu território a ilha autogovernada , e Taipé depende do poderio militar americano para se contrapor às ameaças militares de Pequim .
No último encontro entre os dois , Xi advertiu Trump de que uma condução equivocada das tensões em torno de Taiwan poderia ser "extremamente perigosa" para os EUA e a China —um lembrete do risco de uma crise entre duas potências nucleares.
"Há apenas uma questão que poderia fazer as relações entre os dois lados entrarem em colapso ou levá-los a um conflito: Taipé", diz Xin Qiang, diretor do Centro de Estudos sobre Taiwan da Universidade Fudan, em Xangai. "Exigir a continuidade do adiamento de qualquer venda de armas talvez seja a questão mais crucial."
O presidente americano descreveu o plano de venda de armas como uma fonte de poder de barganha com os chineses. Após sua cúpula de maio com Xi, em Pequim, Trump disse ter discutido o acordo com o líder chinês . "Francamente, é uma ótima moeda de troca para nós", disse na ocasião.
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Desde então, o republicano vem adiando a aprovação do pacote de mísseis, armamentos antidrones e sistemas de defesa aérea. Seu governo também reduziu as referências públicas a Taiwan: autoridades, entre elas o secretário de Defesa, Pete Hegseth , evitaram ostensivamente mencionar a ilha em discursos.
Para Pequim, a disposição de Trump de adiar as vendas de armas já representa um ganho. Em Washington, Xi poderá insinuar possíveis consequências caso o presidente aprove a venda, incluindo mais restrições às exportações chinesas de terras raras . Xi também poderá sinalizar que talvez não compareça à cúpula do G20 de dezembro, em Miami , que será presidida pelo republicano.
Trump, por sua vez, pode querer que Pequim aumente a pressão sobre o Irã para reabrir o estreito de Hormuz , via marítima crucial para o abastecimento mundial de petróleo e gás que o Irã mantém efetivamente bloqueada desde o início da guerra, em fevereiro .
"Acho que, em Pequim, vimos o lance inicial do que será uma estratégia sofisticada para levar o governo Trump a reduzir o apoio a Taipé", diz David Sacks, pesquisador do Conselho de Relações Exteriores que estuda as relações da Casa Branca com Taipé e Pequim. "Xi usará seus encontros com Trump em Washington para continuar implementando essa estratégia."
O adiamento das vendas de armas é uma dor de cabeça política para o presidente de Taiwan, Lai Ching-te . Ele tem defendido o aumento dos gastos militares e das compras de armamentos americanos , em parte para atender às próprias exigências do governo Trump de que os parceiros invistam mais em sua defesa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.