Taxas dos DIs recuam com petróleo em baixa e eleição no radar
SÃO PAULO, 22 Set (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a terça-feira com baixas, refletindo o recuo do petróleo no exterior em meio à expectativa de que as negociações entre EUA e Irã possam avançar, enquanto no Brasil a disputa presidencial e a ata do último encontro do Copom também influenciaram os negócios.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,475%, com baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 13,528% da sessão anterior.
Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,95%, com queda de 8 pontos-base ante 14,028%.
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Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão em empate técnico na disputa pelo Planalto.
Na semana anterior, Flávio tinha os mesmos 42% e Lula somava 40%.
Dois profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que, embora persista o empate técnico na pesquisa Quaest, o fato de a vantagem numérica de Flávio no segundo turno ter diminuído foi mal-recebido.
Isso porque Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.
Em função disso, as taxas dos DIs sustentaram ganhos durante boa parte da manhã, ainda que no exterior os rendimentos dos Treasuries e o petróleo estivessem em baixa em meio à esperança de que EUA e Irã possam chegar a um acordo.
Na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse acreditar em um acordo com o Irã apenas depois das eleições legislativas norte-americanas, em novembro.
Ao mesmo tempo, afirmou que pode “aniquilar a República Islâmica” se um acordo de paz não for alcançado.
Após o discurso, Trump disse a repórteres que autoridades dos dois países tiveram uma reunião “muito boa”, de três horas, nesta terça-feira.
“Trump deu declarações um pouco mais otimistas em relação ao Irã, e isso ajudou a reduzir o preço do petróleo’, comentou à tarde o estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos, Luciano Rostagno, para quem o cenário externo ajudou a conduzir as taxas dos DIs para o território negativo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.