Ata do Copom sinaliza mais um corte de juros? Veja o que diz o mercado
O BC (Banco Central) sinalizou na ata da decisão que reduziu a taxa Selic pela quinta vez seguida que o futuro dos juros depende da evolução dos indicadores econômicos. Diante do comunicado, os analistas do mercado financeiro observam a indicação para a manutenção do ciclo de cortes da taxa Selic, mas as projeções de que novas quedas acontecerão em 2026 não são unânimes.
BC defendeu postura de cautela para as definições da taxa Selic. A ata divulgada nesta manhã destaca que as incertezas exigem uma postura de "serenidade" para que a inflação retorne ao centro da meta. Para isso, os diretores do Copom (Comitê de Política Monetária) defendem o acompanhamento dos dados econômicos para assegurar a "restrição adequada" para conter os preços.
No contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços, o Comitê reitera que a magnitude do ciclo de calibração será ajustada à luz da evolução do cenário. Ata da 281ª Reunião do Copom
Parte dos analistas vê postura favorável a novos cortes da Selic. A avaliação considera que as sinalizações do BC são favoráveis ao afrouxamento dos juros. "É razoável projetar um corte de igual magnitude na próxima reunião e outro em dezembro", avalia Roberto Luis Troster, coordenador do Cefeb/Fipe ( Centro de Estudos Fipe do Endividamento das Empresas Brasileiras). Se confirmada, a previsão levaria a taxa Selic a 13,25% ao ano ao fim deste ano.
Desaceleração da inflação e da atividade favorece visão de corte. As menções na ata de que a variação dos preços e da atividade perdeu força sustentam o caminho aberto para as novas reduções dos juros. "Apesar do nosso cenário base ser de manutenção da taxa de juros no patamar atual de 13,75% até o final do ano, entendemos que a ata de hoje aponta para uma maior inclinação do Copom seguir afrouxando a Selic nas próximas reuniões", diz Yihao Lin, economista da Genial Investimentos.
Dada a desaceleração da atividade e a projeção de inflação caminhando para a meta, ainda que lentamente, em conjunto com o nível elevado dos juros, o cenário alternativo de corte de 0,25 ponto percentual, para 13,5% ao ano, tem ganhado força. Felipe Rodrigo de Oliveira, economista-chefe da MAG Investimentos
Formulação da ata também é vista como sinal de indefinição. Ainda que os indícios apontem para a persistência dos cortes graduais da taxa básica de juros, eles não são considerados suficientes por todos para garantir a manutenção do ciclo. "A ata não fecha a porta para um novo corte da Selic ainda em 2026, mas também não entrega uma sinalização suficientemente 'dovish' para tratar essa continuidade como automática", diz Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.
O documento mantém em aberto a discussão sobre os próximos passos da política monetária e não oferece sinais mais claros sobre a trajetória futura da taxa de juros. Diogo Guillen, economista-chefe do Itaú Unibanco
Mediana entre os analistas prevê mais um corte da Selic ainda neste ano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.