Entregador tem benefício do INSS negado após sistema apontar que ele estava preso em MG
Entregador tem benefício do INSS negado após sistema apontar que ele estava preso em MG Um entregador de Passos (MG) teve o pedido de benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) negado após fazer uma cirurgia e ficar afastado do trabalho.
A justificativa apresentada foi que ele estaria preso em regime fechado.
O jovem Mateus Martins Cruvinel, de 23 anos garante que nunca esteve preso. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram "Na hora foi um baque enorme.
A gente não tem entendimento sobre as coisas, até pensa o pior.
Pensei que já poderia ter uma polícia na minha casa para me pegar, para me levar preso, sendo que eu nunca devi nada para a Justiça.
Eu, em 23 anos de vida, nunca passei uma noite sequer na cadeia, nunca precisei passar por nada disso." Mateus Martins Cruvinel teve benefício do INSS negado com a alegação de que ele estava preso Reprodução EPTV Cruvinel precisou recorrer ao INSS depois de passar por uma cirurgia para retirada de safena, realizada em 18 de agosto.
Como a recuperação exige repouso e ele não pode exercer atividades físicas, o benefício seria uma forma de garantir renda durante o período em que ficará afastado.
Ao consultar a resposta do pedido, porém, ele tomou um susto com a justificativa da negativa do benefício.
Por causa do estado emocional e também das restrições impostas pela cirurgia, ele disse que precisou tomar medicamentos.
"Tive que até me medicar por crise de ansiedade, crise de pânico, para acalmar um pouco, principalmente por causa da cirurgia, que eu não posso passar nervoso, eu não posso exercer nenhum tipo de força física, não posso passar por nada", disse.
Sem renda Entregador de Passos tem benefício negado após INSS indicar que ele estaria preso Como é autônomo, Cruvinel disse que a negativa do benefício causou problemas financeiros.
"Tenho que ficar pelo menos um mês parado, sem receber dinheiro algum, e tem contas a pagar, tem filhos para criar, tem uma conta na farmácia de R$ 700 para eu pagar e está pendurada", lamentou.
Advogada vai à Justiça A advogada que representa Cruvinel, Desirée Silveira, acredita que o problema pode ter ocorrido por causa de um erro no cruzamento de dados com outra pessoa que tenha o mesmo nome.
Para ela, no entanto, a conferência de outras informações, como o CPF e os nomes dos pais, deveria ter sido mais criteriosa.
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