Flávio silencia sobre R$ 61 milhões e desvia foco para Lulinha
Não perguntem a Flávio Bolsonaro sobre quando ele dará as explicações prometidas sobre onde foram parar os 61 milhões de reais doados, a seu pedido, por Daniel Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master, para o financiamento do filme de exaltação ao seu pai.
Também não perguntem sobre a data de estreia do filme, a princípio marcada para o próximo dia 11 de setembro.
A data foi adiada.
Coincidiria com a passagem de mais um aniversário dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, mas não foi por isso.
Está prestes a completar 100 dias a promessa feita por Flávio de explicar, num prazo de 30 dias, o destino dado ao dinheiro.
Ontem, em São Paulo, perguntado a respeito, ele respondeu que o assunto “é página virada” e sugeriu aos jornalistas que fossem indagar a Lula sobre a ligação do seu filho Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, com a lobista Roberta Luchsinger, suspeita de tentar fazer negócios espúrios com o governo.
Curioso é que até aqui não se comprovou o fechamento de qualquer negócio investigado pela Polícia Federal (PF).
Por sinal, a Procuradoria-Geral da República, em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a atuação da lobista Roberta e de Lulinha para favorecer os interesses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, não resultou em fechamento de negócios com o poder público.
“Embora tenham sido identificados pagamentos feitos por Camilo Antunes a Roberta Luchsinger, a representação [da PF] não menciona a conclusão de nenhum negócio entre o empresário e o Poder Público, que pudesse sugerir o efetivo atendimento às pretensões que o grupo se propôs a agenciar”, afirma o texto da PGR.
Se dependesse da Procuradoria, a quem cabe oferecer denúncia, o inquérito aberto pela PF deveria ser enviado à primeira instância da Justiça, uma vez que não há ninguém com foro privilegiado envolvido no caso.
Isso não justifica sua permanência no STF sob a relatoria do ministro “terrivelmente evangélico” André Mendonça, nomeado para o tribunal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mas imagine só se Mendonça concordará com isso.
Nem morto.
Nas mãos dele está o inquérito e ali ficará até quando o ministro quiser.
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