Militantes de direita sugerem boicote até de igrejas no ES após eleição de Lula
Lojas e restaurantes estão em lista que sugere boicote até de igrejas no Espírito Santo após eleição de Lula Reprodução Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (25), listas que defendem o boicote de comércios, profissionais diversos e até igrejas em todo o Espírito Santo começaram a circular nas redes sociais durante a semana.
Os nomes incluem desde boutiques, restaurantes e lojas de materiais de construção e vão até professores, camelôs, bancos, influenciadores digitais e filiais de grandes marcas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Em Baixo Guandu, no Noroeste do estado, o pedido de um padre durante uma missa para que os fiéis repensassem o voto repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões sobre o posicionamento no altar.
Já em Cachoeiro de Itapemirim, na Região Sul, paróquias e até uma rádio católica foram citadas em uma lista que também foi compartilhada após as eleições de 2022, quando Lula também foi eleito.
Uma fala do arcebispo da diocese da cidade também foi questionada por alguns fiéis.
Além das igrejas, comércios e empresários de diversas cidades e ramos de atuação do Espírito Santo sofreram tentativa de boicote por meio de listas e publicações nas redes sociais. 'Traição à igreja católica', diz padre Vista parcial da cidade de Baixo Guandu, no Espírito Santo Reprodução/Wikipedia Em missa realizada na Paróquia São Pedro, em Baixo Guandu, no Noroeste, o padre Oliveiro Felismino Rodrigues pediu aos fiéis devotos de Nossa Senhora Aparecida que refletissem sobre o voto no segundo turno eleitoral.
O vídeo da fala repercutiu nas redes sociais a partir da segunda (19).
Na celebração, o religioso criticou a aproximação da família Bolsonaro com Sérgio von Helder, ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, que chutou uma imagem da santa ao vivo na televisão em 1995.
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Ele também pediu aos fiéis que repensassem suas escolhas na urna.
Após a repercussão da fala, em nota, a Comunidade Nossa Senhora Aparecida disse, no último sábado (25) véspera das eleições, que o altar deve ser "utilizado exclusivamente para fins religiosos, sem manifestações político-partidárias".
O conselho destacou ainda que a missão da Igreja é anunciar o Evangelho e promover a união, sem divisões políticas.
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