O que falta para ampliar o interesse de investidores na mineração? CFOs debatem
Como aproximar o valor atribuído pelo mercado ao potencial que as mineradoras enxergam em seus ativos? A questão esteve no centro do painel The CFO perspective – bridging the mining sector valuation gap, realizado nesta sexta-feira (16), no FT Metals & Mining Summit, em Londres.
O debate reuniu os CFOs Marcelo Bacci, da Vale, Gillian Doran, da AngloGold Ashanti, e Felicity Gooding, da Vulcan Energy, com moderação de Dan Thomas, editor de Recursos Naturais do Financial Times.
Com perspectivas de negócios ligados a minério de ferro e cobre, ouro e lítio, os executivos discutiram alguns dos obstáculos para ampliar o interesse de investidores pela mineração, além das estratégias de crescimento e alocação de capital.
Para Gillian Doran, uma das razões para a cautela dos investidores está na memória de ciclos anteriores da mineração, marcados por decisões de capital que não entregaram os retornos esperados.
Soma-se a isso, segundo ela, uma percepção elevada sobre os riscos de execução dos projetos e a volatilidade dos preços das commodities.
A resposta, na avaliação da CFO da AngloGold Ashanti, passa pela consistência.
“Precisamos focar naquilo que controlamos, que é disciplina operacional e entrega de um desempenho financeiro robusto ao longo do ciclo”, afirmou.
Para Doran, é essa entrega que pode reforçar gradualmente a confiança do mercado.
Diferentes commodities, um desafio em comum No lítio, Felicity Gooding apontou uma dificuldade adicional: a relativa maturidade e a alta volatilidade desse mercado.
A Vulcan Energy, que desenvolve um projeto de lítio e energia geotérmica no Upper Rhine Valley, na Alemanha, captou € 2,2 bilhões para financiar seu projeto após um processo de aproximadamente dois anos.
Nesse intervalo, segundo a executiva, o preço do lítio chegou a cair de US$ 70 mil para US$ 8 mil por tonelada.
Apesar das oscilações, Gooding afirmou não ver dúvidas quanto à demanda de longo prazo pelo metal e destacou seu reconhecimento como matéria-prima crítica em mercados como Europa, Estados Unidos e Austrália.
O projeto da companhia deverá iniciar a produção em 2028 e terá capacidade de fornecer lítio suficiente para cerca de 500 mil veículos elétricos.
A executiva destacou também o papel do financiamento público.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.