Vídeo: transferência de migrantes para alojamento provoca tumulto e confronto com a polícia em Ceuta
A transferência de milhares de migrantes que vivem em acampamentos improvisados nas praias de Ceuta , cidade autônoma espanhola no norte da África , para um alojamento temporário montado no porto provocou tumultos e confrontos com a polícia na quinta-feira, 17.
A operação buscava retirar mais de 4 mil migrantes das áreas litorâneas de Trampolín e Benítez e levá-los para o novo centro de acolhimento temporário.
O espaço, porém, tem capacidade para apenas 1.800 pessoas.
Imagens exibidas pela emissora pública espanhola TVE mostraram uma multidão de migrantes tentando garantir uma vaga no alojamento.
Em determinado momento, a polícia usou cassetetes e disparou balas de borracha para o alto para dispersar a aglomeração de pessoas. https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/09/ssstwitter.com_1789740113805.mp4 A limitação de vagas é uma das principais preocupações das autoridades.
Muitos passaram a noite na praia à espera de um lugar no abrigo temporário, mas m ilhares de migrantes devem permanecer fora do alojamento, que oferece chuveiros, banheiros, alimentação e camas.
Continua após a publicidade Há uma semana, mais de 800 migrantes foram transferidos para outro espaço improvisado, chamado Los Rosales, em uma operação igualmente marcada por tumultos.
O deslocamento para o porto foi autorizado após decisões judiciais derrubarem obstáculos ao funcionamento do local.
Um sindicato policial havia pedido a suspensão da transferência, enquanto também existiam questionamentos sobre a proximidade do alojamento com infraestruturas consideradas estratégicas.
Diante da resistência da autoridade portuária, o governo do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez , retirou da administração regional de Ceuta, comandada pela oposição, o controle da instalação.
Continua após a publicidade Crise migratória em Ceuta Cerca de 72 mil pessoas atravessaram a fronteira a pé ou a nado entre Marrocos e o território espanhol nos dias 30 e 31 de julho, em uma das maiores ondas migratórias já registradas no enclave.
A maioria dos migrantes era formada por jovens marroquinos, que atravessaram a fronteira por mar, nadando ou utilizando boias e pequenas embarcações.
O movimento provocou cenas de caos e levou a Espanha a reforçar a presença policial e militar na região.
Continua após a publicidade Cerca de 10.000 migrantes permanecem em Ceuta desde o fluxo migratório intenso pela fronteira.
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