Tropas israelenses expulsam famílias palestinas de residências na Cisjordânia
O prefeito da aldeia palestina de Qusra, Abdul Azim Wadi, denunciou que tropas israelenses realizaram um operativo nesta quinta-feira (13/08) no qual forçaram famílias palestinas a deixarem suas casas, nessa localidade que fica no leste da Cisjordânia .
Segundo relatos transmitidos por Wadi em entrevista ao jornal britânico The Guardian , os soldados teriam ajudado na ocupação de oito casas da região, expulsando as respectivas famílias de moradores. Horas depois seis moradias teriam sido devolvidas.
O prefeito também contou que a medida acontece após comandante militar israelense na região, o major-general Avi Bluth ter prometido que atuaria para frear a campanha promovida por colonos sionistas para expulsar a população local palestina, e que inclusive iria “evacuar” os colonos da região.
A promessa de Bluth seria resultado da pressão internacional para que Israel tome medidas para frear o avanço da colonização de terras palestinas por parte de colonos israelenses, mas não houve ação real para impedir que a campanha de hostilidade continuasse.
Pelo contrário, segundo a denúncia do prefeito Wadi, a ação dos soldados israelenses nesta quinta teria acontecido em apoio à campanha dos colonos contra a população palestina de Qusra.
Ainda segundo Wadi, a pressão dos colonos na região já dura alguns meses, e se intensificou no último domingo (09/08), quando foi montado um bloqueio na entrada de algumas casas, na periferia da aldeia.
Também foi cortado o fornecimento de água e de eletricidade, e houve uma ação específica na qual uma ambulância solicitada por uma família local para uma criança doente acabou sendo impedida de fazer o atendimento.
No dia seguinte, sob as ordens de Bluth, os bloqueios e cortes de serviços básicos foram desfeitos, mas a presença dos colonos nos arredores de Qusra continuou.
Também em entrevista ao The Guardian , o ex-primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert (2006-2009), classificou a campanha dos colonos na Cisjordânia como “uma tentativa concertada e meticulosa de limpeza étnica” contra os palestinos.
“Esses são crimes contra a humanidade que são ativamente apoiados pelo governo israelense e facilitados pela indiferença e total inação das Forças de Israel e da polícia israelense”, acrescentou o político, que definiu a campanha dos colonos como “imperdoável”.
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