México investiga possível participação de narcotraficantes na guerra entre Rússia e Ucrânia
O México investiga se narcotraficantes do país estão participando da guerra entre Rússia e Ucrânia, informou nesta quinta-feira (8) a presidente Claudia Sheinbaum, após a divulgação nas redes sociais de imagens de supostos pistoleiros mexicanos nesse conflito armado.
O vídeo, de origem desconhecida, mostra soldados em uma floresta descansando e gritando palavras de ordem em apoio a uma facção do Cartel de Sinaloa, a princípio aliada ao Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG).
"Estão sendo realizadas investigações para verificar se os vídeos são reais ou não", disse Sheinbaum em sua coletiva de imprensa diária.
Investiga-se também "como mexicanos, neste caso, possíveis integrantes de um grupo criminoso, acabam se incorporando a um conflito bélico que ocorre na Europa", acrescentou.
Na gravação, um dos homens diz "pura Chapiza e puro Cartel Jalisco". A fala faz referência a uma das facções do Cartel de Sinaloa ligada aos filhos de seu líder, Joaquín "El Chapo" Guzmán, e ao CJNG. Também se ouve uma voz dizendo "Slava Ukraini", ou "Glória à Ucrânia".
Sinaloa e Jalisco são as organizações criminosas mais poderosas do México.
"Podem ser recrutados por uma empresa privada que participa desses conflitos, ou por algum exército", sugeriu a governante de esquerda.
O México deteve em seu território membros de facções criminosas, como o CJNG, de origem estrangeira, particularmente de nacionalidade colombiana.
Esses pistoleiros estrangeiros geralmente se especializam no manuseio de explosivos. Dez ex-militares colombianos foram detidos em maio de 2025 em conexão com a explosão de um artefato que causou a morte de seis militares.
Mercenários colombianos já participaram da guerra entre Rússia e Ucrânia.
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