Na primeira chuva depois da reforma, água atravessa o muro e enche o corredor da casa ao lado; o novo piso do quintal vira o centro da discussão
Eduardo reformou o quintal para acabar com as poças, mas o primeiro temporal trouxe outro problema. Água e barro passaram pelo pé do muro e encheram o corredor de Regina. O ponto central é saber se o novo piso do quintal alterou a inclinação e concentrou o escoamento no imóvel vizinho. O novo piso pode...
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Eduardo reformou o quintal para acabar com as poças, mas o primeiro temporal trouxe outro problema. Água e barro passaram pelo pé do muro e encheram o corredor de Regina. O ponto central é saber se o novo piso do quintal alterou a inclinação e concentrou o escoamento no imóvel vizinho.
Pode. Ao substituir uma área mais permeável ou irregular por piso contínuo, a reforma pode modificar como a água se espalha, infiltra e corre. Uma pequena diferença de caimento pode direcionar grande parte do volume para um único ponto.
Por isso, o fato de as poças terem desaparecido no terreno de Eduardo não significa que a drenagem ficou correta. É preciso verificar para onde a água passou a seguir depois da obra.
O art. 1.288 do Código Civil determina que o imóvel inferior receba as águas que correm naturalmente do superior. A mesma regra proíbe que obras feitas no terreno mais alto agravem a condição natural e anterior do imóvel de baixo.
O texto está no Código Civil brasileiro . Se o novo piso concentrou ou redirecionou a chuva para o muro, a situação é diferente do escoamento natural que existia antes da reforma.
A comparação entre antes e depois é decisiva. Fotos antigas, posição dos ralos , nível do piso e marcas da chuva ajudam a identificar se o escoamento mudou depois da obra.
Um profissional pode medir os caimentos e verificar se a água está sendo conduzida para a divisa. Também deve observar por onde água e barro conseguiram atravessar.
Se ficar demonstrado que a reforma agravou o escoamento para o terreno de Regina, a solução deve eliminar a causa, não apenas fechar o ponto onde a água apareceu. Isso pode exigir ralos, canaletas ou correção de caimento .
O art. 1.289 também trata de águas artificialmente levadas ou colhidas no imóvel superior e permite ao prejudicado pedir desvio ou indenização pelo prejuízo . A medida depende de como a água passou a ser conduzida.
Pode existir discussão com o profissional se o serviço contratado previa drenagem adequada e a execução criou caimento incompatível com o projeto ou a finalidade combinada. Orçamento, mensagens e registros da obra ajudam a esclarecer o que foi contratado.
Isso não elimina a necessidade de resolver o problema com o imóvel vizinho. Depois, Eduardo pode discutir com o prestador quem deve suportar os custos, conforme a causa técnica e as condições do serviço.
Eduardo e Regina devem registrar o trajeto da água , o barro acumulado e os danos antes de alterar novamente piso ou muro. O contexto dos sistemas de drenagem ajuda a explicar por que impermeabilização e inclinação mudam o escoamento superficial.
Com as medidas do piso e uma avaliação da drenagem, é possível definir correção que mantenha a água em caminho adequado .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.