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Papa pede a Putin cessar-fogo para ajuda humanitária em Oleshky

IstoÉ ·

O papa Leão XIV conversou por telefone nesta sexta-feira, 16, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e pediu um cessar-fogo em Oleshky, cidade da região ucraniana de Kherson, para viabilizar ajuda humanitária à população.

Segundo comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, o pontífice manifestou “profunda preocupação” com a situação dos civis no município e solicitou condições para a entrega de alimentos, medicamentos e assistência médica, além da evacuação voluntária e segura dos moradores.

Apelo por corredores humanitários O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou que a iniciativa da ligação partiu de Leão XIV.

De acordo com ele, cerca de 2 mil pessoas permanecem em Oleshky e precisam de rotas de saída e de corredores humanitários.

Durante a conversa, o papa também reiterou o compromisso da Santa Sé com o diálogo e com a busca por uma solução de paz para a guerra entre Rússia e Ucrânia.

O Vaticano já havia colocado sua estrutura diplomática à disposição como eventual sede para negociações entre os dois países.

Versão apresentada por Moscou Em comunicado, o Kremlin afirmou que Putin destacou a cooperação entre Rússia e Vaticano na promoção de valores espirituais e morais, na proteção de cristãos e de locais de culto.

O governo russo declarou ainda que o presidente apresentou sua versão sobre a crise humanitária em Oleshky, atribuindo ao governo de Kiev responsabilidade pela situação.

A afirmação representa a posição de Moscou e não foi acompanhada, no comunicado, por manifestação das autoridades ucranianas.

Putin também teria manifestado apoio à intenção do Vaticano de contribuir para a segurança dos moradores e para a entrega de suprimentos essenciais.

Recuperação no Hospital Gemelli A conversa ocorreu enquanto Leão XIV se recupera de uma cirurgia no pulmão, realizada em 13 de outubro, no Hospital Policlínico Agostino Gemelli, em Roma.

O Vaticano informou que o pontífice, de 71 anos, tem realizado as atividades cotidianas com autonomia.

O papa passou por procedimento para retirada de parte do pulmão direito após o diagnóstico de adenocarcinoma.

Segundo os boletins médicos divulgados pela Santa Sé, a evolução pós-operatória tem sido considerada regular.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.

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