Justiça Federal manda soltar sócio da PixBet, preso em operação contra suposto esquema de lavagem de dinheiro na Paraíba
Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio proprietário da empresa de apostas esportivas PixBet Reprodução/Instagram A Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) determinou a soltura de Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da empresa de apostas esportivas PixBet, mediante pagamento de fiança, nesta terça-feira (20).
O empresário havia sido preso em 17 de setembro, em Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba, durante a segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com o TRF-5, o valor da fiança estabelecido é de R$ 5 milhões e substitui a prisão preventiva em complemento com outras medidas cautelares, como: não sair do país sem autorização judicial, permanecendo com o passaporte retido; comparecer à Justiça a cada 15 dias para informar e justificar suas atividades; comunicar previamente qualquer mudança de endereço; não manter contato, por qualquer meio, com os demais investigados.
O g1 procurou a defesa de Diomar Tadeu para saber se a fiança foi paga e também um posicionamento acerca da decisão, mas não recebeu resposta sobre as duas questõ até a última atualização desta reportagem.
O Colegiado do TRF-5 considerou que, neste caso, a prisão preventiva não é um instrumento eficaz para impedir a movimentação de criptoativos e destacou que as medidas de bloqueio patrimonial já resultaram na indisponibilidade de R$ 6,57 milhões em nome do empresário e de R$ 3,32 milhões em nome da empresa.
A Turma também levou em consideração a ausência de informações sobre tentativa de fuga, descumprimento de determinações judiciais, ameaças a testemunhas ou interferência nas investigações.
Mesmo com a decisão, o TRF-5 deixou em aberto a possibilidade de nova decretação da prisão preventiva e perda da fiança estabelecida, caso haja descumprimento das condições impostas ou surjam novos elementos nas investigações.
LEIA TAMBÉM: Quem é Tadeu Dantas, sócio de bet que já patrocinou Flamengo, preso em operação da PF Pixbet: conheça empresa de apostas que já patrocinou Flamengo e Corinthians e é investigada pela PF A segunda fase da Operação Arena foi deflagrada em 17 de setembro.
A investigação apura suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a ordem tributária e financeira em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, e em João Pessoa.
Nesta fase, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva contra Tadeu Dantas, além de medidas de sequestro de bens.
A ordem de prisão deveria ser cumprida em Campina Grande, mas o empresário foi localizado em Jacumã.
A Polícia Federal também confirmou à TV Paraíba que Ernildo Júnior, proprietário da PixBet, foi alvo de um dos mandados cumpridos durante a segunda fase da operação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraíba.