Commodities devem superar mercado após eleição; JPMorgan destaca SUZB3, VALE3 e GGBR4
As ações ligadas a commodities podem assumir o protagonismo na bolsa brasileira após o segundo turno das eleições presidenciais com a vitória de Lula, na avaliação do JPMorgan.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o banco afirma que o desempenho mais fraco do mercado doméstico tende a favorecer empresas com receitas dolarizadas e maior exposição ao cenário internacional, especialmente diante da expectativa de desvalorização do real.
Segundo os estrategistas liderados por Rodolfo Angele, o setor de materiais básicos deve superar o desempenho do mercado em geral no novo cenário político.
A avaliação é de que uma moeda brasileira mais fraca beneficia diretamente exportadoras de commodities, impulsionando geração de caixa, rentabilidade e valor para os acionistas.
Nesse contexto, o banco mantém recomendação overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para Suzano ( SUZB3 ), Vale ( VALE3 ) e Gerdau ( GGBR4 ), apontadas como as principais apostas do setor.
Suzano segue como principal escolha A principal preferência do JPMorgan continua sendo a Suzano.
O banco afirma que a companhia deve ser beneficiada pela expectativa de preços mais altos da celulose em 2026 e 2027, além do aumento dos volumes de produção decorrente da entrada em operação do Projeto Cerrado.
A redução dos investimentos após a conclusão do projeto também deve contribuir para fortalecer a geração de caixa livre.
Leia também Gavekal recomenda comprar ativos no Brasil em caso de queda forte com vitória de Lula Para analista, fundamentos estruturais para investir no Brasil permaneceriam válidos após o ajuste inicial Os analistas mantiveram recomendação overweight para o papel e preço-alvo de R$ 65,50 para dezembro de 2027, ante cotação de R$ 43,06 no fechamento da última sexta-feira.
O relatório destaca ainda que a empresa pode alcançar rendimento de fluxo de caixa livre superior a 15% em cenários de maior desvalorização do real.
Para a Vale, o JPMorgan vê uma desconexão entre os fundamentos da mineradora e o desempenho recente das ações.
O banco destaca que a resolução do acordo envolvendo Mariana eliminou uma das principais incertezas que pesavam sobre a companhia, enquanto os negócios seguem apoiados por produção consistente e redução de custos.
A instituição acredita que o mercado ainda não refletiu integralmente esses avanços no preço da ação e reiterou recomendação overweight para a mineradora.
O preço-alvo para dezembro de 2027 foi fixado em R$ 112 por ação, ante fechamento de R$ 61,90 na sexta-feira.
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