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Economia

Bradesco e Itaú desabam quase 30% na pré-abertura de NY; Petrobras cai 23%

UOL Economia ·
Bradesco e Itaú desabam quase 30% na pré-abertura de NY; Petrobras cai 23%

As ações das empresas brasileiras listadas na Bolsa de Valores dos Estados Unidos têm forte desvalorização após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre as maiores perdas antes da abertura de Wall Street, aparecem a Petrobras e os bancos Bradesco e Itaú.

Ações das empresas brasileiras recuam após vitória de Lula. Antes da abertura dos negócios de Wall Street, o resultado eleitoral repercute na cotação das ADRs (Recibos de Depósito Americanos) brasileiras listadas na Bolsa de Nova York. Às 7h22, o EWZ, principal ETF do Brasil negociado no exterior, desabava 26,16%.

Bancos nacionais aparecem entre as quedas mais expressivas. Por volta das 7h29, os papéis do Bradesco desabavam 28,75%, para US$ 2,90, e eram acompanhados pelas ações do Itaú Unibanco, que recuavam 27,1%, a US$ 7,05. O Nubank e o Santander Brasil têm quedas menos expressivas, de 21,57% e 13,33%, respectivamente.

Petrobras também desaba na pré-abertura de Wall Street. As ações da petrolífera brasileira recuavam 23,17% às 7h29 e eram vendidas por US$ 20,10, menor cotação desde a véspera do primeiro turno das eleições gerais no Brasil.

Outras empresas nacionais também registram quedas relevantes. A petroquímica Brasken despencava 31,76% e tinha as ações negociadas a US$ 1,16 na pré-abertura do mercado norte-americano. A cervejaria Ambev recuava 16,06%.

Resultados revertem otimismo após primeiro turno das eleições. O desempenho do pré-mercado devolve a precificação do mercado financeiro por um governo reformista no Brasil com o percentual de votos favorável a Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno do pleito.

Ibovespa teve alta generalizada na sessão seguinte ao primeiro turno. O principal índice acionário do Brasil saltou 7,7% e superou os 200 mil pontos pela primeira vez na história no dia 5 de outubro. A alta foi puxada pelo desempenho de de bancos, varejistas e construtoras.

Expectativa do mercado envolvia aposta por governo reformista. As esperanças pela alternância do poder consideravam a projeção de um maior controle das contas públicas, o que poderia abrir espaço para uma queda da taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano.

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