Lula evitou tocar em alguns temas mais espinhosos na ligação com Trump
Alguns assuntos considerados controversos na relação entre Brasil e Estados Unidos não foram tratados no telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump , realizado na manhã desta sexta-feira (21/8).
Fontes do governo brasileiro avaliaram a conversa como muito positiva, cordial e convergente, sem menções a temas de divergência entre os dois presidentes.
No geral, a conversa, que durou 1h20, concentrou-se em três temas: o tarifaço sobre produtos brasileiros, o combate ao crime organizado e conflitos globais.
Neste último ponto, foram discutidas as situações da Ucrânia e do Oriente Médio, incluindo a guerra envolvendo o Irã.
Temas como a concessão do agrément para o novo embaixador dos EUA no Brasil, Daniel Perez, não foram discutidos.
A autorização é uma exigência diplomática para que um embaixador possa assumir oficialmente a representação do país.
No caso de Perez, o pedido está sob análise do governo brasileiro, que não estabeleceu prazo para uma resposta .
Ele foi nomeado por Trump em 1º de junho.
O recente cancelamento do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti , chefe da representação brasileira nos EUA, também não foi discutido.
A medida foi adotada em retaliação à demora do governo brasileiro em conceder o aval a Perez e elevou as tensões entre os dois países.
Segundo a gestão Trump, o visto de Viotti só será restabelecido caso a diplomacia de Lula aceite Perez como embaixador dos EUA no Brasil.
Sem o visto, ela continua trabalhando no país, mas fica impedida de retornar caso deixe o território norte-americano.
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No fim de julho, o Itamaraty negou o visto a dois oficiais norte-americanos que pretendiam fazer uma missão para questionar o sistema eleitoral brasileiro, a poucos meses da corrida presidencial.
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