Caos sem fim: DDR4 enfrenta nova alta de preços e pode ficar 50% mais cara
A memória DDR4 pode encerrar o terceiro trimestre de 2026 50% mais cara , segundo uma projeção do Morgan Stanley.
E a pressão não deve terminar em setembro: o banco prevê outro aumento superior a 10% no quarto trimestre.
A situação cria um problema especialmente para quem mantém computadores com DDR4 ou pretendia economizar montando uma máquina baseada em uma plataforma mais antiga.
O encarecimento não estaria sendo provocado por uma súbita explosão na procura por DDR4, mas principalmente pela redução da oferta.
Fabricantes estão priorizando memórias para IA Segundo o Morgan Stanley, fabricantes estão deslocando capacidade de produção para tecnologias mais lucrativas e procuradas, como HBM, DDR5 e NAND de maior densidade.
Com menos espaço reservado à fabricação de DDR4, a oferta da memória mais antiga diminui e os fornecedores ganham maior poder para elevar preços.
A inteligência artificial tem papel importante nessa mudança.
Memórias HBM são utilizadas em aceleradores destinados a servidores de IA e exigem uma quantidade elevada de capacidade produtiva.
A TrendForce também identifica essa pressão no mercado de DRAM.
A empresa de análise afirma que a demanda relacionada à IA deve continuar crescendo mais rapidamente que a expansão da oferta em 2027, enquanto HBM e outras memórias para servidores disputam capacidade de fabricação.
Isso ajuda a explicar uma situação pouco comum: migrar para uma tecnologia antiga já não significa necessariamente encontrar memória barata.
DDR4 já ficou até 180% mais cara em um ano O problema já chegou às lojas.
Um levantamento recente do Tom’s Hardware encontrou aumentos entre 120% e 180% nos preços de kits DDR4 em um período de 12 meses.
A DDR5 também sofreu: alguns kits registraram altas ainda maiores no mesmo intervalo.
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