Em minha despedida do New York Times, já não sei quem são os mocinhos e os vilões
Colunista do New York Times, é autor de 'To Change the Church: Pope Francis and the Future of Catholicism' e ex-editor na revista The Atlantic
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Quando entrei para o jornal The New York Times como colunista, há 17 anos, o presidente Barack Obama ainda desfrutava do entusiasmo e da popularidade de seu primeiro mandato. Tanto nos círculos políticos quanto nos culturais, havia uma confiança desmedida de que sua combinação de liberalismo social e ambição tecnocrática havia varrido a era conservadora da política americana.
O trabalho de um colunista abarca uma infinidade de coisas, mas é útil ter um antagonista principal, uma visão de mundo específica que, em sua opinião, precisa ser questionada e criticada.
Para mim, durante muitos anos, essa visão de mundo foi o consenso das elites do início da era Obama —uma perspectiva majoritariamente de centro-esquerda, também compartilhada por magnatas do Vale do Silício , políticos centristas ao estilo de Michael Bloomberg e parcelas da classe de consultores republicanos.
Era uma perspectiva moralmente permissiva e deliberadamente cosmopolita, que combinava multilateralismo e belicismo na política externa e se mostrava otimista quanto à possibilidade de uma elite meritocrática conduzir um mundo em processo de globalização rumo à prosperidade e à harmonia.
Em parte, eu me opunha a essa visão de mundo por razões de conteúdo. Eu era religioso nas partes onde ela era amplamente secular, era contrário ao aborto onde ela defendia o direito de escolha, e tinha dúvidas sobre sua abordagem de questões tão diversas quanto a imigração em massa, a legalização da maconha e o Oriente Médio .
Em parte, eu me opunha a essa visão de mundo por razões políticas. Muitos republicanos estavam convencidos de que o Partido Republicano precisava se adaptar ao consenso para sobreviver, transformando-se, na prática, em um segundo partido culturalmente liberal, mas com ares de defensor do livre mercado —e eu tinha certeza de que isso estava errado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.