Girão diz que Alcolumbre barra CPI do Master por vínculos com a Amprev
Candidato a vice na chapa de Romeu Zema (Novo) à Presidência, o senador Eduardo Girão (Novo), disse na 3ª feira (24.ago.2026), em entrevista ao Poder360 , que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), barra a instalação da CPI do Banco Master por causa de vínculos políticos e familiares com a Amprev (Amapá Previdência).
A autarquia amapaense investiu R$ 400 milhões no Master.
Girão afirmou ter reunido 53 assinaturas para a criação da CPI do Banco Master .
Segundo o senador, Alcolumbre de não deu andamento à instalação da comissão por “conflito de interesses” .
Girão citou o irmão de Davi, Alberto Alcolumbre, que é conselheiro fiscal da Amprev, e Jocildo Silva Lemos, que presidiu o órgão previdenciário e foi tesoureiro de campanha do presidente do Senado.
Com base nessas relações, Girão disse ter apresentado, ao lado do Novo e de Zema, uma representação no Conselho de Ética do Senado para pedir o afastamento de Alcolumbre .
Segundo o senador cearense, o Conselho de Ética não deu andamento ao pedido.
Diante disso, Girão afirmou ter recorrido ao Supremo Tribunal Federal para pedir a instalação do colegiado.
Ao Poder360 a assessoria do senador Davi Alcolumbre, disse que ele não comentará o assunto.
Assista a entrevista completa (47min40seg): Amprev na mira da PF A Amprev, fundo previdenciário dos servidores do Amapá, foi alvo da operação Zona Cinzenta, deflagrada em fevereiro de 2026, que investiga a atuação de gestores da autarquia na aprovação de R$ 400 milhões em letras financeiras do Banco Master .
Segundo a PF, os investimentos foram autorizados em julho de 2024, em um intervalo inferior a 20 dias e sem documentação técnica prévia.
O montante correspondia a 4,7% da carteira total do instituto.
Segundo a PF, o banco atuava com a venda de carteiras de crédito consignado voltadas a aposentados.
Os investigadores identificaram que carteiras desse tipo foram adquiridas por fundos de previdência, mesmo diante de alertas de risco.
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