Brasileira entra na lista da Time dos 100 mais influentes em IA
A revista Time divulgou nesta quinta-feira (27) sua lista anual com as 100 pessoas mais influentes no setor da inteligência artificial.
A brasileira Veronyka Gimenes, cofundadora e diretora institucional do Código Não Binário, foi a única brasileira a integrar a publicação.
Os nomes não estão rankeados.
A seleção inclui pesquisadores, executivos, ativistas e empreendedoras ligados à tecnologia, divididos em quatro categorias: Leaders (Líderes), Innovators (Inovadores), Shapers (Formadores) e Thinkers (Pensadores).
Elon Musk (fundador da xAI), Sam Altman (cofundador e CEO da OpenAI), Dario Amodei (cofundador e CEO da Anthropic) e Jeff Bezos (fundador e ex-presidente da Amazon) aparecem na lista dos Líderes.
Leia Mais Empresas de tecnologia apelam por defesa contra ataques cibernéticos de IA Microsoft deve lançar ferramentas de IA para PC e nuvem nesta terça Influencer vende ilustrações autorais, é criticada e admite uso de IA Entre os Inovadores, estão nomes como Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, e Ben Affleck, ator e fundador da startup de IA InterPositive, que ajuda cineastas na pós-produção.
A socialite Paris Hilton apareceu na lista de Formadores, pelo ativismo contra deepfakes, ao lado da brasileireira.
Quem é Veronyka Gimenes A brasileira cofundou o Código Não Binário, uma rede voltada para a diversidade, equidade e inclusão de comunidades marginalizadas na tecnologia.
Gimenes está nas redes sociais com o nome “Trava Hacker” e se descreve como uma “hacker da tecnologia e sociedade”.
Em 2025, ela e Amanda Claro, que também faz parte do Código Não Binário, criaram o TybyrIA, um modelo de inteligência artificial de código aberto para identificar discurso de ódio contra pessoas LGBTQIA+ na internet.
A ideia da ferramenta surgiu de um episódio de ódio contra Veronyka, após um trecho de um podcast que ela participou viralizar nas redes sociais e incitar ataques.
A tecnologia foi usada para coletar evidências e embasar uma ação judicial contra Meta, Google, X e ByteDance (responsável pelo TikTok).
O processo pede uma indenização de US$ 20 milhões, além de medidas para conter os ataques contra pessoas LGBTQIA+ nas plataformas.
Depois da criação da ferramenta, Gimenes se dedicou a ensinar como usar a inteligência artificial em prol de grupos e comunidades marginalizadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.