PGR dá parecer favorável a pedido de Henrique Vorcaro para realizar exames médicos
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável ao pedido de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do extinto Banco Master, para realizar exames médicos fora da unidade prisional onde está detido.
Em manifestação enviada nesta sexta-feira (18) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão defendeu a autorização para os procedimentos solicitados pela defesa.
Segundo os advogados, Henrique Vorcaro apresentou sintomas de uma possível crise de diverticulite e procurou uma unidade de pronto atendimento próxima ao presídio.
A defesa afirmou que ele pediu autorização para ser atendido pelo coloproctologista Fábio Lopes Queiroz e para realizar exames complementares indicados pelo médico.
PF intima Daniel e Henrique Vorcaro para 30 de setembro No parecer assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, a PGR concluiu pelo deferimento do pedido.
A decisão final cabe ao ministro relator.
PGR é contra soltura de outro investigado Na mesma manifestação, a Procuradoria se posicionou contra o pedido de revogação da prisão preventiva de Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos, investigado na Operação Compliance Zero.
Rodrigo é apontado pela Polícia Federal como integrante do grupo conhecido como "Os Meninos", núcleo da organização investigada que, segundo a PF, era responsável por ataques cibernéticos, invasões telemáticas e monitoramento ilegal.
Na decisão que autorizou a operação, ele aparece como colaborador de David Henrique Alves, líder operacional do grupo, e teria executado tarefas como pagamento de boletos e aquisição de domínios de internet.
Ao pedir a soltura, a defesa argumentou que Rodrigo está preso há mais de 90 dias sem oferecimento de denúncia e afirmou que ele não exercia função de comando dentro da organização investigada.
Os advogados também sustentaram que não há risco de retomada das supostas atividades criminosas e sugeriram a substituição da prisão por medidas cautelares.
A PGR, porém, afirmou que permanecem presentes elementos de materialidade e autoria que justificaram a prisão preventiva.
Segundo o órgão, ainda há diligências em andamento e os fundamentos que embasaram a medida continuam válidos.
No parecer, a Procuradoria também citou risco de reiteração criminosa e de fuga.
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