Mendonça pediu acesso total a apurações do INSS e irritou governo Lula e PF
Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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Há pouco mais de uma semana, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça determinou à equipe da PF ( Polícia Federal ) que fica em seu gabinete que tivesse acesso a todas as investigações da corporação envolvendo as fraudes do INSS .
A decisão gerou mal-estar na Polícia Federal e irritou integrantes do governo Lula, em meio aos vazamentos de dados da investigação sobre Fábio Luís, o Lulinha, que tramita sob sigilo.
Advogados envolvidos no caso afirmam que a prática adotada por Mendonça não é comum e pode ser, inclusive, considerada ilegal, já que a investigação é feita pela PF e não pelo juiz do caso.
A Polícia Federal tentou recorrer da decisão. A preocupação era evitar que fossem feridas a institucionalidade e a autonomia da corporação na investigação. Mas segundo relatos de governistas, a AGU (Advocacia-Geral da União) preferiu não se envolver no caso.
Enquanto uns cobraram uma posição mais dura do ministro-chefe do órgão, Jorge Messias , outros dizem que, de fato, não cabia a ele recorrer da decisão do ministro do STF.
Governistas falam que Mendonça está com superpoderes e tem se aproveitado disso para ultrapassar alguns limites. Com o desgaste na campanha eleitoral, a ordem é tentar estancar a crise o mais rápido possível para conter os danos do caso Lulinha na eleição.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.