Estudante aprovada em concurso no RS e impedida de assumir ainda acredita na vaga: 'Continuo lutando'
Doutora antes dos 25 anos, mulher passa em concurso mas é impedida de assumir vaga no RS Aprovada em concurso público, mas impedida de assumir uma vaga como professora no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Manoella Treis, 29 anos, ainda espera poder reverter a decisão.
Porém, no último dia 2, o IFRS enviou um comunicado aos advogados de Manoella no qual afirma que "a candidata não se encontra, no âmbito administrativo, em condição de ser novamente nomeada no referido certame". 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp 🏥 Manoella possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), endometriose e uma doença autoimune (doença inflamatória tipo 2), e faz tratamento contínuo com aplicação de medicação injetável três vezes ao mês.
A pesquisadora, uma das mais jovens a obter o título de doutora no Brasil, passou em uma vaga para dar aulas de Administração, concorrendo na reserva a pessoas com deficiência (PcD).
Procurada pelo g1 nesta sexta-feira (9), a instituição reafirma que "a candidata não se encontra, no âmbito administrativo, em condição de ser novamente nomeada no referido certame" e que "não há, no âmbito administrativo, possibilidade de nova nomeação da candidata em outros campi ou localidades do IFRS com fundamento no mesmo concurso".
Ao ser convocada este ano, a candidata escolheu ser lotada no campus de Veranópolis, na Serra Gaúcha.
Ela seguiu com o processo e passou por perícia.
No entanto, a junta médica do IFRS declarou a candidata inapta para a localidade.
Após a negativa, ela entrou com um pedido para assumir uma vaga na cidade de Rolante, também para atuar como processora de Administração, mas foi negada.
Conforme o IFRS, ela não pode ser nomeada em "outros campi ou localidades do IFRS".
Incorformada, Manoella diz que seguirá com a ação na Justiça e aguarda por uma resolução.
"Continuo lutando e aguardando a justiça.
Meus advogados receberam um comunicado administrativo do IFRS afirmando que eu não estou válida para o concurso porque eu não cumpro os requisitos mínimos", afirma a estudante. 'Incompatibilidade geográfica' foi o motivo da decisão A decisão que impediu a posse na vaga teve como base o que seria uma "incompatibilidade geográfica" para o exercício do cargo.
O termo tem relação com a decisão tomada após a inspeção médica obrigatória para ingresso no serviço público federal. 'Meu sonho era a carreira acadêmica', lamenta estudante Embora a junta médica não tenha apontado impedimentos para que Manoella exercesse a docência, o entendimento foi de que a cidade não ofereceria a estrutura de saúde necessária para atender às suas condições clínicas e ao acompanhamento médico de que necessita.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.