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Raquel Lyra é a 1ª governadora de PE a não apoiar candidato à Presidência; neutralidade foi fundamental para reeleição, afirmam especialistas

G1 ·
Raquel Lyra é a 1ª governadora de PE a não apoiar candidato à Presidência; neutralidade foi fundamental para reeleição, afirmam especialistas

Cientista político fala da estratégia de neutralidade de Raquel Lyra Reeleita governadora de Pernambuco no 1º turno, Raquel Lyra (PSD) se tornou a primeira governante do estado a não declarar apoio para nenhum candidato a presidente, desde o retorno do voto direto, em 1989 (veja tabela mais abaixo).

A estratégia de neutralidade é apontada por especialistas como crucial na vitória de Raquel (veja vídeo acima).

Do início ao fim da campanha, a candidata do PSD foi pressionada, mas se esquivou de tomar um lado na disputa entre lulistas e bolsonaristas, e cunhou o termo "pernambuquista" para sinalizar que seu objetivo central é o estado de Pernambuco.

A gestora foi criticada por adversários e chamada de "em cima do muro", mas conseguiu se equilibrar entre as duas correntes políticas e foi reeleita no 1º turno com 53,27% dos votos válidos. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Em Pernambuco, todos os governadores que estavam no cargo enquanto ocorreram as eleições presidenciais, que retornaram via voto direto em 1989, declararam apoio a algum dos candidatos a presidente.

Confira abaixo: 1989: Miguel Arraes (PMDB) era o governador e apoiou Lula (PT) no 2º turno; 1994: Joaquim Francisco (PFL) era o governador e apoiou Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no 1º turno; 1998: Miguel Arraes (PSB) era o governador e apoiou Lula (PT) no 1º turno; 2002: Jarbas Vasconcelos (PMDB) era o governador e apoiou José Serra (PSDB) nos dois turnos; 2006: Mendonça Filho (PFL) era o governador e apoiou Geraldo Alckmin (PSDB) nos dois turnos; 2010: Eduardo Campos (PSB) era o governador e apoiou Dilma Rousseff (PT) nos dois turnos; 2014: João Lyra Neto (PSB) era o governador e apoiou Marina Silva (PSB) no 1º turno e Aécio Neves (PSDB) no 2º turno; 2018: Paulo Câmara (PSB) era o governador e apoiou Fernando Haddad (PT) nos dois turnos; 2022: Paulo Câmara (PSB) era o governador e apoiou Lula (PT) nos dois turnos; 2026: Raquel Lyra (PSD) é a governadora e ficou neutra nos dois turnos.

O caso mais próximo do atual foi vivenciado no 1º turno de 1989, quando Miguel Arraes, na época no PMDB, resistiu a subir no palanque do candidato de seu partido para presidente, Ulysses Guimarães.

Contudo, no 2º turno, Arraes teve intensa participação na campanha de Lula, que perdeu para Fernando Collor, então no PRN.

No ano seguinte, Arraes trocou o PMDB pelo PSB, partido que presidiu de 1993 até sua morte, em 2005.

Em outras campanhas, o apoio dos governadores pernambucanos foi nítido.

Especialmente em 2002, quando Jarbas Vasconcelos (MDB) foi um dos coordenadores da campanha do presidenciável José Serra (PSDB) no embate contra Lula, que seria eleito para o primeiro mandato naquele ano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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