BRB (BSLI4) ganha aval para cobrar ex-diretores pelo caso Master
BRB (BSLI4) ganha aval para cobrar ex-diretores pelo caso Master Os acionistas do Banco de Brasília, o BRB (BSLI4), abriram caminho para que a instituição tente recuperar na Justiça eventuais prejuízos relacionados ao Banco Master e à gestora Reag.
A autorização para mover ações de responsabilidade civil contra ex-administradores foi aprovada por maioria de votos em Assembleia Geral Extraordinária realizada na segunda-feira (24).
A decisão atende ao artigo 159 da Lei das Sociedades por Ações, que exige a aprovação dos acionistas para que uma companhia processe administradores ou ex-administradores em busca de ressarcimento.
O aval, entretanto, não significa que alguma pessoa já tenha sido considerada culpada.
Segundo o BRB, as medidas poderão alcançar ex-gestores que venham a ser identificados como responsáveis por danos causados ao banco.
Os nomes e as condutas individuais ainda dependem da conclusão das apurações conduzidas pela Polícia Federal e por outros órgãos.
Banco Master e as carteiras sob suspeita O caso envolve operações realizadas entre o BRB, o Banco Master e empresas ligadas à Reag.
A Polícia Federal investiga a compra de carteiras de crédito que apresentariam problemas de documentação, ausência de lastro e falhas nos procedimentos internos de aprovação.
Uma auditoria independente contratada pela atual administração do BRB apontou que as transações com o ecossistema Master somaram R$ 21,9 bilhões.
Desse total, aproximadamente R$ 12,3 bilhões apresentariam indícios de irregularidades, segundo informações reveladas durante as investigações.
Laudos produzidos no inquérito também teriam identificado violações de normas internas, concentração de riscos e aprovações realizadas fora dos controles regulares.
A PF pediu ao Supremo Tribunal Federal mais 60 dias para concluir a investigação e pretende ouvir integrantes da antiga diretoria colegiada que participaram das decisões.
Entre os investigados está o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que comandou o banco entre 2019 e 2025.
A apuração busca determinar a participação individual dos antigos administradores e o eventual prejuízo provocado pelas operações.
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