Como anda a Argentina de Milei? Veja índices de inflação, pobreza e desemprego
Javier Milei chegou à Casa Rosada em dezembro de 2023 com uma motosserra como símbolo de campanha e um diagnóstico resumido em seu discurso de posse: “não há dinheiro”.
A promessa era cortar o gasto público até equilibrar as contas, privatizar estatais e derrubar a inflação que corroía salários havia décadas.
Quase três anos depois, os preços desaceleram, mas um em cada três argentinos vivem abaixo da linha da pobreza, o desemprego subiu e a economia voltou a encolher.
O modelo entrou na eleição brasileira.
No debate da Band , no último domingo (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perguntou ao senador Flávio Bolsonaro (PL) se ele pretendia adotar as premissas econômicas do mandatário argentino , caso seja eleito presidente no segundo turno, que acontece no próximo domingo (25).
No debate, Flávio não citou o argentino e respondeu que aplicará um “tesouraço” nas contas públicas.
“Tesouraço”: como é o plano de Flávio Bolsonaro para corte de gastos e impostos A proximidade entre Flávio e Milei, em termos de alinhamento ideológico, é pública.
Flávio esteve em Buenos Aires em junho para se reunir em junho para se reunir com Milei.
Logo em seguida, em julho, o argentino retribuiu o gesto, indo a São Paulo para participar da convenção do PL que oficializou a candidatura do senador.
No discurso, o argentino declarou apoio a Flávio e criticou Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O Itamaraty chamou de volta o embaixador brasileiro na capital argentina, Julio Bitelli, para consultas.
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“Vamos usar de inspiração o que foi feito pelo governo de Javier Milei, na Argentina”, afirmou, ainda em setembro, ao citar a necessidade de atrair investimentos e reduzir impostos.
Na mesma ocasião, Marques afirmou que um eventual governo Flávio pode revogar mais de mil normas infralegais.
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