Banco Mundial apoia hidrelétricas de alto risco
A pior enchente da história do Nepal motivou a sociedade civil internacional a pedir ao Banco Mundial que suspenda o financiamento de projetos hidrelétricos “de alto risco”.
O banco realiza sua reunião anual em Bangcoc nesta semana.
Por alto risco, 122 organizações da sociedade civil de 38 países entendem tratar-se de grandes usinas hidrelétricas “em vales montanhosos vulneráveis”, após o desastre das enchentes no Nepal em agosto.
Seria o caso de essas entidades pedirem um levantamento mais amplo, mesmo em relação a hidrelétricas que não têm uma localização em terrenos extremamente movimentados e com extensas geleiras.
A Amazônia, por exemplo, é uma planície, em alguns trechos um planalto.
Mas nelas funcionam atualmente quatro das maiores usinas do planeta.
As empresas privadas e o governo não consideraram os problemas ecológicos e sociais com suficiente profundidade, como o fenômeno climático El Niño, que tem causado as mais severas secas e diminuído o nível e o volume das águas, impedindo que essas hidrelétricas mantenham sua geração.
Mas também impactando pessoas e a fauna, que dependem do rio para a sua sobrevivência.
Um deslizamento de rochas e gelo na fronteira entre o Nepal e o Tibete provocou uma inundação repentina no corredor fluvial entre os rios Bhotekoshi e Trishuli, matando 1.455 pessoas; 5.285 permanecem desaparecidas, ente os quais estão centenas de trabalhadores do projeto hidrelétrico Upper Trishuli-1, financiado pelos braços do setor privado do Grupo Banco Mundial, a IFC e a MIGA, e cofinanciado por um consórcio de outras instituições financeiras de desenvolvimento.
Os signatários da carta argumentam que o impacto do desastre reflete falhas sistêmicas na forma como o Grupo Banco Mundial financia a energia hidrelétrica.
O banco continua a apoiar barragens em vales montanhosos de alto risco, enquanto suas regras de salvaguarda permitem que os projetos avancem sem uma avaliação completa dos riscos.
É o que consta do seu Documento de Abordagem para Hidroeletricidade de 2026.
Além disso, está ampliando o financiamento de projetos hidrelétricos em todo o mundo, aprofundando a dependência dos países em uma tecnologia que as mudanças climáticas estão tornando mais arriscada e menos confiável.
Ao mesmo tempo, o grupo Banco Mundial está voltando a financiar grandes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em amazoniareal.com.br — o conteúdo pertence a Amazônia Real.