Relatório reúne 3,2 mil denúncias e aponta favorecimento a Flávio pela Meta
A campanha de Lula reuniu 3.202 denúncias de possíveis irregularidades nas redes sociais e apresentou um relatório que questiona a atuação da Meta na eleição presidencial.
O documento aponta bloqueios, problemas de alcance e diferenças de tratamento entre o presidente e Flávio Bolsonaro nas plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp.
O levantamento foi organizado pela equipe digital petista e inclui reclamações de usuários, testes com inteligência artificial e análises de entidades que acompanham a circulação de propaganda política.
Um dos episódios mais controversos envolve a Meta AI, que recusava pedidos para criar imagens de bandeiras com a inscrição “Lula 13”, mas aceitava comandos semelhantes com “Flávio 22”.
A diferença foi confirmada em testes independentes, embora a empresa tenha anunciado posteriormente medidas para corrigir o problema.
A campanha também aponta falhas no impulsionamento de conteúdos.
Em setembro, a conta de anúncios de Lula ficou desativada por pouco mais de uma hora.
Já em outubro, novas restrições atingiram a promoção de publicações do presidente.
A Meta reconheceu problemas técnicos, mas negou qualquer intenção de favorecer um candidato.
Outro ponto levantado pelos petistas é a diferença de engajamento no Instagram.
Entre 1º e 7 de outubro, Flávio registrou média de visualizações de 15,64 milhões por Reel, contra 5,91 milhões de Lula, apesar de possuir menos seguidores.
O relatório também apresenta dados do canal Censura Digital, criado para receber reclamações.
Das 3.202 denúncias consideradas válidas, relacionadas a 2.936 perfis, somente 57 haviam passado por verificação individual até 16 de outubro.
A disputa chegou ao Tribunal Superior Eleitoral, que confirmou por unanimidade, na sexta-feira (16), a decisão que obriga a Meta a garantir tratamento igualitário às candidaturas.
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