Campanhas de Lula e Flávio tentam acordo sobre canais de WhatsApp no TSE
Advogados das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltaram a se reunir nesta quarta-feira (14) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para tentar um acordo sobre as regras de funcionamento e registro de canais de apoiadores no WhatsApp no segundo turno.
Segundo apurou a CNN , os dois lados ainda não chegaram a um consenso.
Sem acordo, caberá ao plenário da Corte Eleitoral definir os critérios.
Foi o segundo encontro em dois dias.
Na terça-feira (13), as equipes foram recebidas pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, em meio ao aumento das ações na Justiça Eleitoral e a decisões conflitantes sobre o canal “ Exército do Lula “ .
Leia Mais Zanin dá 48 horas para Anatel explicar falhas em acesso gratuito ao TSE PEC da Segurança abre brecha para Polícia Legislativa investigar políticos Lula regulamenta marco dos "games", com crédito e plataforma nacional O principal ponto em aberto é a partir de quando um canal tocado por apoiador deixa de ser iniciativa de terceiro e passa a ser da campanha, o que a obriga a comunicá-lo à Justiça Eleitoral.
De acordo com interlocutores, os dois lados concordam que canais ligados às campanhas devem ser informados, mas divergem sobre os critérios para caracterizar esse vínculo.
Os advogados vão levar o tema às coordenações das campanhas ainda nesta quarta e tentam fechar parâmetros mínimos até quinta-feira (15).
A discussão nasce do caso do Exército do Lula, canal com mais de 4 milhões de inscritos coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG) .
Na terça, a campanha de Lula registrou o endereço do canal no TSE para cumprir ordem de Nunes Marques, mas disse à corte que isso não significa assumir sua administração nem reconhecer que ele integre a propaganda do petista.
Segundo a defesa, o canal é administrado por Janones e não está sob supervisão direta da campanha.
Nunes Marques reconheceu o registro, e o canal saiu do ar na noite de terça.
Só poderá voltar após 48 horas, prazo previsto em resolução do TSE.
A disputa se agravou após decisões divergentes na cúpula da Justiça Eleitoral.
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