FII VISC11 quer ‘engordar o caixa’ enquanto espera a hora de voltar às compras
O fundo imobiliário VISC11 (Vinci Shopping) vem passando por uma série de movimentações para reforçar o caixa, reduzir a alavancagem e preparar o portfólio para novas oportunidades no mercado de shopping centers.
A estratégia ganhou força após aquisições recentes de participações no Midway, em Natal (RN), e no BH Shopping, em Belo Horizonte (MG).
Segundo Rodrigo Coelho, co-head de Real Estate da Vinci Partners, a gestora optou nos últimos anos por preservar caixa diante de um mercado em que a competição por ativos havia elevado os preços.
Com a redução da capacidade de captação dos fundos imobiliários, a avaliação da gestora é que surgiram oportunidades mais atrativas para aquisição.
“Quando está bom para um fundo captar, está muito bom para outros fundos captarem, começa a ter disputa por ativos e os preços acabam ficando caros para quem é o comprador.
Então, a gente normalmente preserva o caixa quando o mercado está favorável para a captação.
Quando a janela fecha, começa a ter escassez e os ativos começam a ficar mais interessantes do ponto de vista de compra, e aí a gente utiliza esse capital”, disse Coelho em entrevista ao InfoMoney .
Foi nesse cenário que o VISC11 avançou sobre dois ativos considerados estratégicos pela gestora.
No Midway, principal shopping de Natal, o fundo ampliou sua participação para 12,43%, em uma operação que, segundo Coelho, apresenta cap rate estimado de 9,2% sobre o orçamento de 2026.
“É o shopping dominante, mais relevante da região.
Na nossa visão, tem uma oportunidade de ganho de capital muito interessante.
A gente estima que está entrando num nível de cap rate de 9,2% sobre o orçamento de 2026, o que é um nível de retorno muito acima das demais transações que foram feitas nesse mesmo período”, disse.
Leia Mais: Pátria propõe consolidar 4 FIIs de crédito em carteira de R$ 4,5 bi; veja detalhes VISC11 busca reciclar portfólio para reforçar o caixa Além do Midway, o VISC11 adquiriu uma participação de 10% no BH Shopping, considerado pela gestora um dos ativos mais maduros do mercado de Belo Horizonte.
O fundo desembolsou aproximadamente R$ 140 milhões à vista e assumiu outras duas parcelas de cerca de R$ 70 milhões, com vencimentos em 12 e 18 meses.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.